• 22 maio 2009
  • Postado por Tiago

Depois de passar pelas arábias e pela China, Lula e D. Marisa visitaram ontem a Mesquita Azul, em Istambul. Amanhã o casal completa 35 anos de casamento. Nada como uma viagenzinha básica pra comemorar a data em grande estilo, né?

NEI RECORRE Ao STJ

Bilhete que recebi ontem à noite do autor do livro “A descentralização no banco dos réus” e ex-proprietário da revista Metrópole:

“Caro César: autorizei o advogado Dr. José Edeluy Xavier para instaurar ação cautelar no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para cassar liminar da 3º Vara Civil do Fórum da Capital que impede a publicação, lançamento, circulação e distribuição do livro “A Descentralização No Banco Dos Réus”. Portanto acredito que segunda feira (25) a obra estará circulando.

Grato! Nei Silva”

Será? Tão rápido assim? Bom, vamos aguardar.

Mas imaginem o auê que será a semana que vem: quase ao mesmo tempo, em Brasília, o TSE julga os processos do LHS, e o STJ examina o pedido de liberação do livro censurado. Uau…

Verão fora de época

O governo do estado, capitaneado pelo sub-judice LHS, por intermédio do intrépido Gilmar Knaesel, assinou com o IDESC (Instituto de Desenvolvimento Social e Cultural), do João Carlos Bordin, um contrato para a realização do projeto “Verão 2009”, com início dia 6 de maio de 2009. O registro está no Diário Oficial do Estado do último dia 7 de maio. O repasse, para os padrões do Fundesporte, é mixaria: só R$ 275 mil.

Mas a curiosidade fica mesmo pelo fato do projeto “Verão 2009” iniciar em maio. Vai ver que eles estão se inspirando naquela modinha barulhenta das micaretas, o tal “carnaval fora de época”. Será o “verão fora de época”?

A hipótese de se referir ao verão 2009 do hemisfério norte foi descartada pelos matemáticos aqui do blog, porque o valor do repasse é inferior a um milhão. É aqui por perto mesmo.

Ah, o Bordin é aquele que promoveu o Salão Imobiliário de Balneário Camboriú e a Expoeste em Joaçaba. Além do Idesc (instituto que capta recursos públicos), também é dono da Jota Comunicação, que realiza os eventos.

E ele é um velho conhecido do governador LHS. Lá nos idos de 2005, em Joaçaba, ao abrir a Expoeste, idealizada e organizada por Bordin, LHS disse, sobre ele: “Estou diante de uma pessoa que sonha, pensa e realiza”. E, segundo informava, na época, a Secretaria do Desenvolvimento Regional de Joaçaba, “O evento está recebendo o apoio do governo do Estado que, disponibilizou R$ 70 mil para apoiar a realização da feira”.

Mostram os registros da imprensa regional que apoio oficial tem sido crescente. Em 2007 LHS não estava na abertura, mas Pavan marcou presença: “Na solenidade de abertura, o vice-governador entregou à Expoeste 2007 uma ordem de pagamento no valor de R$ 150 mil, proveniente do Fundo Social e Cultural do Governo do Estado”.

Portanto, o Bordin é o homem certo para fazer o Verão 2009 no outono, no inverno ou até mesmo na primavera, se a graninha do Fundesporte durar até lá.

V. Excelência me respeite!

Na terça-feira, estava ouvindo a CBN-Diário, de manhã, quando o Mário Mota entrevistou o presidente da Casan, Walmor de Luca. Naturalmente, Walmor queria falar de alguma coisa boa que a empresa estava fazendo. E até ganhou um elogio, no ar, do Moacir Pereira. Ao final, Mota perguntou se ele sabia sobre a falta de água em Santo Antônio de Lisboa.

Walmor, com seu jeitão característico e inconfundível, começou dizendo que não estava faltando água lá. Depois de alguma insistência admitiu que não tinha a informação, mas teimava que não era possível. Não chamou o Mota e os ouvintes de mentirosos, porque ultimamente ele anda mais calmo. Mas deixou no ar a reprimenda pelo provável aleivo.

Pois bem, li ontem que os técnicos da Casan consertaram, na quarta, vazamentos por lá. Diz a notícia do DC online, textualmente, que um dos vazamento “foi localizado em Santo Antônio de Lisboa, no Norte da Ilha, e chegou a afetar o abastecimento de água na região”.

Estava, portanto, errado o presidente da empresa. Estava correto o ouvinte que reclamou da falta de água. E ficou-nos devendo a todos, o Walmor, um pedido público de desculpas pela injustificada grosseria pública.

Quando será que o Walmor de Luca vai aprender a tratar o eleitor/contribuinte com um pouco mais de respeito? Cada vez que o vejo cometer essas gafes (que são freqüentes), me pergunto se a longa carreira política não lhe ensinou nada. Vez por outra ele e seus companheiros de geração (como o LHS) gostam de colocar sobre a mesa o fato de terem lutado contra a ditadura. De terem ajudado a derrubar os militares. Como se um passado de glórias os tornasse imunes à necessidade de serem competentes hoje. E a cada novo dia.

De nada adianta o Walmor ter saneado a Casan, colocado ordem na casa, feito e acontecido, se, quando se descontrola em público, joga todos os eventuais sucessos pelo ralo. Erra o Walmor quando toma como se fossem provocações de adversários, simples queixas de usuários; quando transforma em embate político qualquer manifestação singela de insatisfação do cliente com algum serviço mal feito; quando vem com quatro pedras na mão pra cima de alguém que só quer abrir a torneira e ter água de boa qualidade.

Pode perguntar para qualquer especialista em marketing: combater como se combate um adversário político o cliente insatisfeito, é uma forma eficiente de cavar fossos desnecessários e transformar em inimigos quem deveria ser adulado, convencido e conquistado.

A coisa mais preciosa para qualquer empresa, pública ou não, é o conhecimento que se pode ter do que o cliente pensa do serviço ou produto. Por isso, Walmor, ouve as queixas e as informações dos clientes com atenção e respeito. Será melhor para a empresa, para a tua saúde e para o governo que tentas defender com tanto empenho.

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