• 06 jun 2009
  • Postado por Tiago

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OLHA O DÁRIO AÍ!

Se alguém for até a prefeitura de Florianópolis pra falar com o prefeit-o-Dário, é capaz de bater com a cara na porta. Mas é só pegar, por exemplo, fotos como esta aqui ao lado, da abertura da Festa do Pinhão, em Lages, que lá está o prefeito sumido.

Aqui na capital, todo rolo que tem quem aparece e fala é o vice-prefeito. Claro, o prefeito não tem tempo para essa miudeza. Ao que tudo indica está em campanha para o governo. E, como também se vê nessa foto, marcando em cima o outro candidato do PMDB, o presidente da Celesc e ex-governador, Eduardo Moreira.

Ah, pra mostrar que em Santa Catarina o que não falta é dinheiro, o governador deu um trocadinho, uns R$ 300 mil, para a festa.

A GENEROSIDADE DA lei

Vocês, que são espertos, podem, por favor, explicar pro povo qual o real, profundo e amplo significado do recado que o TRE-SC nos deu a todos, com essa decisão relativa a um fato ocorrido em Jaraguá do Sul?

Está no acórdão TRE-SC 23.723, da primeira sessão de junho: uma candidata a vereadora fazia campanha dentro de um hospital público, distribuindo santinhos. Aí, apareceu uma servidora do cartório da 87ª Zona Eleitoral e a advertiu que ali não podia fazer aquilo. A candidata puxou o carro e caiu fora.

Pois bem, pelo que entendi, o TRE-SC decidiu que, como a candidata saiu sem bufar, logo em seguida à advertência, não deve ser multada por ter cometido o deslize eleitoral. Ou seja, como foi pega em flagrante, mas parou de cometer o delito, é beneficiada com o perdão.

É a consagração, no Diário Oficial, do ?não sabia?. Coitada, não sabia que estava cometendo um ilícito. Mas assim que foi avisada, parou de delinqüir. Uma boa moça. Merece todos os encômios.

Vamos brincar com hipóteses, que esta não é uma coluna séria mesmo: o candidato coloca um enorme cartaz, fora de todos os padrões das normas eleitorais. Deixa ali, num local de grande movimento, até que alguém da Justiça Eleitoral (que não tem tanta gente assim nem faz patrulhas constantes pelas ruas) venha adverti-lo. Aí, obediente, tira o cartaz. Trocentas pessoas já o viram. O cartaz cumpriu sua função. E o transgressor acaba sendo magnanimamente perdoado. Não é ótimo? Aqueles parentes de candidatos que foram pegos distribuindo santinhos em colégios públicos de Florianópolis, podem dormir descansados. Só precisam ter o cuidado de, quando alguém da Justiça Eleitoral disser que aquilo é contra a lei, recolher o material e cessar a campanha. Pronto. Siscapam da multa. Maravilha!

Pena que (por enquanto) é só na Justiça Eleitoral. Porque senão bastaria tirar o carro do local de estacionamento proibido assim que o guarda chegasse, para não ser multado. Ou, como aliás já vem acontecendo com alguns servidores públicos ladrões: se devolver o dinheiro (sem juros e parcelado), fica o dito pelo não dito.

Tenho pena desses países atrasados, acima do Equador, em que mesmo o ladrão mais furreca, apanhado roubando um cd ou um pacote de bala, tem que responder pelo crime. Ainda que, na hora, tenha devolvido a mercadoria intacta. Se fosse aqui, a devolução contaria não só para que não acontecesse nada, mas também para transformá-lo num cidadão de bem.

Ah, não tinha uma coisa, antiga, do século passado, que ninguém podia alegar ignorância da lei? Foi revogada? Relativizada? Flexibilizada?

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Tudo azul NA CAPITAL!

Resolvido o problema dos taxis de Florianópolis: a prefeitura vai pagar uniforme pra todos os motoristas. Aí veremos os motoristas de camisa polo azul (chi, taí uma encrenca com a turma do Figueirense), jaqueta, calça, etc fornecidos pelo generoso povo florianopolitano, que paga seus impostos e anda de ônibus (isso quando os trogloditas não inventam de deixar todo mundo a pé só pra tirar um sarro da cara dos otários).

Não tem nada mais ?nada a ver? do que transformar todos os motoristas em smurfs.

Grosserias, falta de civilidade, sumiço de taxis nas horas de maior movimento, desaparecimento de taxis do aeroporto em horários de vôos tardios, impunidade absoluta, garantida por uma fiscalização leniente da prefeitura, tarifa caríssima, tudo isso vai continuar. Só que os personagens estarão vestindo azul.

Antes que me esqueça: tem meia dúzia ou pouco mais de bons profissionais na praça. Mas a maioria não tem a menor noção do que está fazendo ali nem de como deve tratar os clientes.

Ah, só pra que a gente veja que a prefeitura está mesmo atacando o problema, olha só o que disse, na nota oficial distribuída pela prefeitura, o boneco de ventríloquo do prefeito, o João Batista: ?Hoje é a camiseta, amanhã estaremos realizando cursos de inglês e espanhol para profissionalizarmos e melhorarmos ainda mais o serviço de táxi?.

Que visão míope do que deve ser um serviço de qualidade: em breve estaremos sendo maltratados e xingados em inglês, por sujeitos vestindo uniformes pagos por nós.

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