• 10 jun 2009
  • Postado por Tiago

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LHS E DÁRIO, O NOVO PAR ä

Achei que tinha sido só eu, implicante como sou, que tinha notado que o LHS, em toda foto oficial, estava sempre acompanhado do Dário Berger, prefeito de Florianópolis em campanha permanente a alguma coisa. Ou pra qualquer coisa, de preferência o governo.

A foto acima mostra uma solenidade, ontem, no Palácio da Agronômica, com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia. O Dário estava lá, só pra posar pras fotos.

LHS às vezes está com o Eduardo Moreira, às vezes com o Pavan, às vezes com a Dona Ivete, mas sempre com o Dário. O colega Paulo Alceu foi muito feliz ao comentar sobre essa ?presença constante?. Não resisti e transcrevo a nota na íntegra:

?Presença constante

Coincidência ou não a companhia mais constante atualmente ao lado do governador Luiz Henrique, não é a primeira dama, mas o prefeito de Florianópolis Dário Berger. Tornou-se mais presente ainda depois do julgamento no TSE. Na semana passada participou da inauguração do asfalto na SC-469 no município de Saudades, logo em seguida estava na cerimônia em que o governador recebeu o título de cidadão honorário de Cunhataí e ajudou a cortar a fita do acesso do município à rodovia estadual. Em São Carlos lá estava Dário Berger prestigiando a colocação de asfalto, depois junto com o governador foi para Águas de Chapecó participar da entrega da reforma da Escola Irineu Bornhausen. Na mesma noite era presença firme na abertura oficial da Festa do Pinhão. Parou por aí? Não. Sexta-feira correu vários municípios sempre ao lado do governador com quem jantou à noite e no sábado tomou café da manhã. Encerrou a maratona na reunião do PMDB em Içara, no Sul do Estado onde garantiu apoio a candidatura de Pinho Moreira ao governo em 2010. Candidato ao governo um dia ele vai ser. Já afirmou isso. Mas nesse momento está determinado em estadualizar seu nome. Não perde uma oportunidade.?

Patacoada

O braço militante do aparelho político em que a Petrobras se transformou fez um blog, a pretexto de se opor à ?imprensa golpista? que, movida por forças do mal, estaria querendo dar força à CPI que poderia investigar contratos da empresa-mãe com empresas dos amigos.

E aí, cometeram uma absurda imbecilidade, que a própria Petrobras, em nota oficial, referendou.

Olhem só: quando um jornalista pretende uma entrevista exclusiva com alguém, é de bom tom, no mundo todo, que essa pessoa evite contar para outros jornalistas e veículos, o que lhe foi perguntado e o que está respondendo. Até que a entrevista seja publicada.

Pois o blog da Petrobras divulgou as perguntas enviadas por um jornal e as respostas dadas pela empresa, antes da publicação da entrevista pelo jornal que a pediu. É o primeiro caso documentado em que a fonte ?furou? deliberadamente seu entrevistador. Sinal de completo desrespeito pelas boas regras de convivência. Não fosse a Petrobras uma empresa monopolista, de um setor vital para a economia (e agora, nota-se, também para a sustentação do grupo político que está no poder), poderia parecer molecagem de uma empresinha de fundo de quintal.

Os fanáticos que acreditam cegamente numa orquestração da mídia contra o paraíso Lulista, estão babando com essa ?transgressão?, chamando-a de suprassumo da ?transparência?. Suprassumo da idiotice, isso sim. Primarismo digno de algumas torcidas organizadas de times de futebol, aquelas que fazem emboscadas para espancar os torcedores adversários e acham que isso ?resolve? o que acontece dentro de campo.

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Presidente estadual do PT, Luci Choinacki, Deputada ?em exercício? Angela Albino, Deputada ?de folga? Ana Paula Lima

A ?MODINHA? DO RODÍZIO

Chegou a vez do PT fazer o que outros partidos já fizeram na Assembléia Legislativa catarinense: o tal ?rodízio? de suplentes.

O deputado titular pede licença pra tratar de assuntos particulares e aí um suplente é chamado, por uns dois meses, pra sentir o gostinho de sentar naquela estofadinha poltrona do plenário.

Ainda não sei se acho isso interessante, porque me parece que estão brincando com duas coisas importantes: o dinheiro público e a vontade do eleitor. Mas os partidos acham legal, porque dá visibilidade a políticos que, de outra forma, ficariam na sombra.

Mostra, em todo caso, que a ?máquina? tem lá seu valor: aparecer na TVAL, ter verbinha de gabinete, dar entrevistas, fazer discursos, sempre ajuda a colocar o nome da criatura na boca do povo. E, sem isso, não tem voto.

Ontem sairam Ana Paula Lima e Padre Pedro Baldissera e entraram Angela Albino (PCdoB) e José Paulo Serafim (PT).

Mais adiante, saem outros.

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