• 12 jun 2009
  • Postado por Tiago

O “mapa vivo” das obras dos muito vivos

A

gente vive reclamando da falta de transparência do governo, por isso, quando descobre alguma janela aberta, não pode deixar de comentar, falar e comemorar.

Foi um amigo e ex-aluno, Rodrigo Lossio, que chamou a atenção para este portal, na internet:

“Conhecem o SICOP? É o Sistema Integrado de Controle de Obras Públicas, desenvolvido pelo Deinfra em parceria com a Softplan/Poligraph, empresa que atendo. Lá é possível ver todas as obras públicas em execução no Estado, por município, quem foi contratado, o valor. Tudo isso com um mapa vivo de obras.”

Fui olhar (o endereço está ali, na ilustração do alto) e, de fato, estão lá, município por município, sdr por sdr, os valores envolvidos em obras estaduais e quem as está executando, como se fosse um adendo ilustrado do Diário Oficial Eletrônico que SC teima em não ter.

No tal “Mapa Vivo de Obras”, dá pra ver quem são os muito vivos que pegaram os melhores contratos. Está registrado que a Espaço Aberto vai mesmo levar pelo menos R$ 12 milhões para construir a contenção de encosta na SC 401. E que a Prosul vai levar uns R$ 10 milhões pra projetar o complexo catarinense de centros administrativos:

– Projetos de engenharia para construção de prédios no Centro Administrativo

– Gerenciamento/Supervisão/Controle das obras dos prédios SDR’s Região Oeste (12 unidades)

– Gerenciamento/Supervisão/Controle das obras dos prédios SDR’s Região Norte (8 unidades)

– Gerenciamento/Supervisão/Controle das obras dos prédios SDR’s Região Sul (6 unidades)

– Gerenciamento/Supervisão/Controle das obras dos prédios SDR’s Região Centro (9 unidades)

– Projetos de engenharia para construção de prédios SDR’s Pequeno Porte (13 unidades)

– Gerenciamento/Supervisão/Controle das obras do prédio SDR Região Grande Florianópolis

– Projetos de engenharia para construção de prédios SDR’s Médio Porte (16 unidades)

Taí uma boa ferramenta para quem quiser acompanhar o que faz e deixa de fazer o governo, quanto às obras.

Fazem falta, no entanto, recursos de busca mais aprimorados, que permitam, por exemplo, obter a soma de todos os contratos no estado (só tem por município ou por secretaria regional). Ou então, consultar os contratos por empresa contratada. Pra ver, entre outros casos, se é verdadeira a lenda que a Espaço Aberto e a Prosul detém os contratos de maior valor. Agora só é possível filtrar por contratante, data, município, essas coisas.

mais de Meio bilhão? Ôba!

Pra calar a boca dos maledicentes que dizem que o LHS não gosta de Florianópolis, espia só o total dos contratos de obras nessas duas secretarias regionais:

– SDR São José (Grande Florianópolis): R$ 671 milhões;

– SDR Joinville: R$ 352 milhões.

Deve ser por isso que o Dário anda tão assanhado, pra lá e pra cá com o LHS. E o Valter Gallina, secretário da SDR de Florianópolis, tá até com cara de tesoureiro.

[Obs: o total citado acima inclui todos os contratos, mesmo aqueles que estão paralisados, com problemas ou inativos. Para uma verificação mais exata, consulte o mapa vivo de obras, no site do Sicop]

De uns tempos pra cá, o prefeito da Capital (candidato a candidato) virou companhia constante do governador. Ganha até da D. Ivete.

REPRODUCAO

Exemplo da informação que se encontra no www.sicop.sc.gov.br. Além dessa linha básica, há outros quadros mais detalhados

Kreuz recupera a grana

A Justiça Federal mandou a Polícia Federal devolver pro ex-presidente da Fatma os R$ 85 mil que tinham sido apreendidos numa gaveta da sua sala, na empresa.

Durante uma das operações da PF, a bufunfa foi encontrada e, naturalmente, recolhida. O Carlos Kreuz jura que a bolada era limpa e estava ali só porque ele queria esconder da ex-mulher. Não era fruto de propina ou algum presentinho.

Ah, e também porque uma repartição pública é um lugar muito seguro pra guardar dinheiro vivo…

Governo LHS: parceiro da Microsoft?

Claro que, como nada é perfeito, quando a gente chega na página de abertura do Sicop, se não estiver usando o navegador da Microsoft (o tal Explorer), aparece essa advertência antipática aí, que funciona como uma espécie de anticlimax: governo defendendo, com dinheiro público, o uso do software da Microsoft? Hum…

Mas ignorei o aviso (ou seria anúncio?), cliquei no X para fechar a caixa de maus bofes e entrei, com Firefox 3. Aparentemente funcionou tudo direitinho.

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