• 08 jul 2009
  • Postado por Tiago

E AGORA, DR. MOREIRA?

deolho8-lhs-moreira-pavan-colombo 

Colombo (DEM), LHS, Dr. Moreira (PMDB) e Pavan (PSDB): a tríplice aliança toda animadinha, na posse do Dr. Moreira na Celesc, em janeiro de 2007

deolho8-eniobranco 

Ênio Branco

Pane elétrica NO PMDB

O ex-governador e virtual candidato ao governo, Eduardo Pinho Moreira, saiu ontem da Celesc, levantando muita poeira.

O melhor, para quem está à distância, observando aquela nuvem e ouvindo os ruídos do quebra-quebra, é esperar um pouco mais. Por enquanto está tudo muito confuso, porque assim como pode ser apenas uma saída estratégica (para evitar desgastes para o candidato), pode ter mais alguma coisa. Só quando a caixa preta for encontrada e aberta (se é que um dia será), poderemos entender melhor o que ocorreu.

A nota oficial distribuída ontem afirma que se trata de uma saída estratégica: é muito complicado fazer campanha para governador mantendo uma função de responsabilidade (e visibilidade) numa empresa como a Celesc Holding.

Provavelmente o alarme acendeu quando, por uma movimentação de acionistas, na semana passada, quase ocorre a privatização da empresa. Ter um candidato envolvido numa marolinha enorme como essa, é tudo que o PMDB não precisa e, pelo jeito, não quer.

Como disse no início, ainda há muita poeira no ar, alguma neblina e nem tudo está muito claro. Mas o fato é que Moreira saiu da chuva, quando viu que poderia se molhar. Ou melhor, quando sentiu que já estava todo respingado.

E a bancada do PMDB na Assembléia já começou a chiar ontem mesmo, com o que considera uma perda de espaço importante. Não querem ficar, os peemedebistas, sem a máquina da Celesc numa campanha eleitoral.

A íntegra da nota:

?Dando cumprimento a um desejo e necessidade de se dedicar integralmente às atividades políticas, para exercer, de forma integral, as funções de Presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, Eduardo Pinho Moreira acaba de combinar, com o Governador do Estado, sua saída da Presidência da CELESC HOLDING.

Dentro dessa disposição de se dedicar inteiramente à atividade política, Eduardo Pinho Moreira já havia se afastado, em janeiro deste ano, da Presidência da CELESC DISTRIBUIÇÃO, quando estabeleceu, com o Governador, o início da transição do cargo.

Eduardo Pinho Moreira propôs e o Governador do Estado aceitou encaminhar ao Conselho de Administração da Empresa, a nomeação do Dr. Sérgio Rodrigues Alves para a Presidência da CELESC HOLDING, e de Ricardo Alves Rabello, ex-Secretário do Tesouro e atual Diretor de Planejamento da CELESC HOLDING, para a Presidência da CELESC DISTRIBUIÇÃO.

Embora compreendendo a relevância das razões que estão levando Eduardo Pinho Moreira a deixar a Presidência da CELESC HOLDING, o Governador do Estado lamentou a sua saída, exaltando a gestão empreendedora que o ex-Vice-Governador e Governador vem fazendo à frente daquela Companhia.

Florianópolis, 7 de julho de 2009. EDUARDO PINHO MOREIRA ? Presidente DO PMDB- Luiz Henrique da Silveira ? Governador do Estado?

ESPECULAÇÕES

Os nomes que foram anunciados na nota para ocupar a presidência da Celesc Holding (Sérgio Rodrigues Alves) e Celesc Distribuição (Ricardo Rabello), têm toda a aparência de interinos.

A fofoca mais recorrente nos últimos dias, em alguns corredores da empresa, levanta uma hipótese ligada ao DEM: o ex-presidente da Centrais Elétricas de Goiás (Celg), o catarinense Ênio Branco (foto). A visita que ele fez à Celesc há pouco tempo, agitou a rapaziada.

Ênio Branco já trabalhou na Telesc, na Celesc, na Codesc, foi secretário de Estado e deputado federal (eleito pelo PDS e depois mudou para o PFL) em 1983. Depois foi para Goiás, acabou assumindo a presidência da Celg e em 2008 até foi homenageado com o título de cidadão goiano, numa grande festa política à qual estiveram presentes Ângela Amin e Jorge Bornhausen.

Homem de confiança do governador Alcides Rodrigues (PP) é considerado por muita gente, como ?o salvador da CELG?. Mas, em março, pediu pra sair da empresa. Disse que estava ?encerrando um ciclo?.

Em Goiás publicaram-se notícias onde se falava da possibilidade de Branco voltar a Santa Catarina, para dirigir alguma empresa privada.

Pode ser que seja apenas especulação, mas é daquelas que tem grande potencial de animar rodinhas de conversa pelo estado afora, até que fique mais clara a situação da Celesc e do governo LHS em relação à empresa.

Falta de memória

O governo ?esqueceu? do Plano Real, embora tenha usufruido de todos os seus resultados. Os tucanos, para que o aniversário (o Real, a moeda que usamos até hoje, foi lançada em 1º de julho de 1994) não passasse em branco, tiveram que providenciar uma sessão solene do Congresso.

Acabou ficando uma espécie de evento do PSDB, quando, na verdade, o Plano Real é um divisor de águas que deveria ser comemorado por todos os brasileiros. Quem viveu as décadas de terror da hiperinflação, sabe como o Plano Real foi importante para todos e para tudo. Sua importância transcende os políticos e suas bandeiras esfarrapadas.

Diminuem-se tanto os que pretendem que, ao não falar nele, evitam dar cartaz para o adversário, quanto aqueles que acham que o Plano Real tem dono. Teve, com certeza, idealizadores, planejadores, executores, mas uma vez que foi aplicado e deu excepcionalmente certo, beneficiando a todos, ricos e pobres, indistintamente, passou a ser patrimônio nacional.

  •  

Deixe uma Resposta