• 10 jul 2009
  • Postado por Tiago

OS PRESENTINHOS DO LULA NOEL

Lula aproveitou o encontro ampliado do G8, pra distribuir simpatia e brindes

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Berlusconi, da Itália

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Mubarack, do Egito

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 A delicada situação do Dr. Moreira

C

omo escreviam os antigos colunistas sociais (quando queriam afirmar alguma coisa, mas não queria se comprometer, caso a história não se confirmasse), ?não será surpresa para esta coluna? se a candidatura do Dr. Moreira ao governo do estado, pelo PMDB, enfrentar obstáculos ainda maiores e acabar dissolvendo-se no ar, como a última baforada de um cigarro sem filtro que alguém amassou sob a sola do sapato, no calçamento de paralelepípedos centenários e polidos.

E nem se trata de nada relacionado ao episódio Celesc. Acho que o molho começou a dessorar quando faltou ao Dr. Moreira, na última eleição, o colchão de votos na sua base política, que poderia mantê-lo em confortável suspensão. E em condições de levantar vôo a partir já de uma certa altura.

Do jeito que ficou, postado no piso do térreo, precisa de esforço muito maior para chegar à linha de partida. Que é onde está, por exemplo, o prefeito itinerante da capital, alguns milhares de votos acima.

Também não será surpresa para esta coluna se, mais adiante, descobrir-se que o exercício da presidência do partido concomitante à ocupação de cargos políticos ou administrativos não foi de grande ajuda. Ao contrário, potencializou atritos e criou dificuldades adicionais.

Vejam essa questão da Celesc: qualquer discussão, crise ou imbroglio na empresa, terá naturalmente uma repercussão maior ou menor, dependendo de quem seja o presidente. Um presidente que é também presidente do PMDB (partido que está no poder) e candidato a candidato a governador, proporciona um tipo de leitura muito mais político e sensacional, para eventos na sua área de atuação. Parece-me óbvio.

A saída da Celesc, independentemente dos motivos, deu-se um pouco tarde. Talvez, como no caso da escassez de votos no Sul, devamos recuar um pouco: um governador que acumula a presidência do seu partido, terá inúmeras chances de criar atritos. Mesmo sem querer. Quando o Dr. Moreira, ainda presidente do partido, resolveu também presidir a Celesc, talvez mais rusgas tenham surgido.

Com tanto desgaste, a situação hoje não é muito favorável. Não é difícil encontrar, mesmo no Centro Administrativo, quem tenha críticas à essa trajetória do correligionário.

E, à espreita, rindo de tudo e se achando um monte, o itinerante faz de conta que não está nem aí. Sabe que, no momento preciso, se necessário, terá condições de dar o bote fatal que levará o Dr. Moreira à sua luta decisiva. Que, como vimos, não será fácil. Mas poderá ser memorável.

E a nossa incômoda alternativa

M

uita calma nessa hora. Ao ler o texto ao lado, sobre a delicada situação do Dr. Moreira é possível que muita gente fique cheia de dúvidas deste tipo: ?e os outros? eles também tiveram poucos votos nas suas bases eleitorais?.

Então, vamos lá: o momento é grave e a posição dos outros candidatos da aliança do governo também está fragilizada pela falta do doce e macio amparo que só uma votação expressiva na sua base proporciona.

É claro que há inúmeras formas de compensar esta desvantagem inicial. E a graça da corrida está justamente em ver como se dará a superação dos obstáculos.

Mas, para sermos práticos e diretos, vamos fazer um exercício de futurologia, baseados nos dados disponíveis atualmente (portanto, com todas as chances de ser mais um tiro n?água): qual seria a chapa dos sonhos do governador LHS (e do pesadelo dos demais)?

Ele para senador, é claro. Dário para governador e João Rodrigues para vice. O PMDB de resultados com o DEM de resultados. Representam os dois a tal ?política nova?, que os antigos acham que vai com excessiva sede ao pote, mas os pragmáticos acreditam que é a única capaz de levar as multidões ao delírio.

Não é segredo para ninguém que o DEM (leia-se Bornhausen) controla duas das principais secretarias do governo estadual (Fazenda e Administração). Está ali selada uma aliança de fato e de direito, que não deixará de ter sua consequência eleitoral. E não é segredo para ninguém que LHS não pretende correr riscos de ficar fora do senado apenas para prestigiar velhos amigos. O melhor amigo é sempre aquele que tiver mais votos. E souber usar melhor a máquina. De preferência que tenha, como a família Berger, um dote expressivo.

Só espero que não se apresente, na próxima eleição, situação semelhante àquela que vivemos quando Paulinho Bornhausen, Pavan e Ideli eram candidatos ao senado. Muita gente ?teve? que votar na Ideli ou no Pavan, para evitar que o Paulinho fosse fazer companhia ao papai na câmara alta.

Não gostaria de ter, como alternativa a votar na dupla itinerante de aviões espertíssimos (Dário e João Rodrigues), que votar na Ideli.

Ó vida?

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