• 21 jul 2009
  • Postado por Tiago

LHS COMEÇA A USAR O NOVO CÓDIGO

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Estado Insurgente e Monárquico de Santa Catarina deu mais um passo na sua inexorável caminhada para a independência: começou a criar fatos consumados a partir de seu Código Ambiental Revolucionário.

O suinocultor Antonio Conte, do município de Passos Maia, no oeste do estado, foi o primeiro a receber, com honras, banda de música e muito discursório, a tal licença. O papel, que aparece na mão erguida do LHS (na foto ao lado), foi aplaudido por deputados ?da base?, todos de olho nos votinhos dos beneficiados pelas licenças.

Wino Port, de Ipumirim, Arnildo Pasqual Zanatta e Victorio Dal bello, de Lindóia do Sul, também foram agraciados com licenças ambientais revolucionárias, na mesma solenidade.

Qual a importância desse passo? Ora, quanto maior o número de licenças concedidas usando as normas sub-judice do Código Ambiental do LHS, mais complicado ficará depois sua revogação. Mais gente irá às ruas brandir foices, martelos e ancinhos, contra a ingerência federalista. Maior será a comoção popular. Melhores os dividendos eleitorais, do governador e sua tropa de geste destemida, que desafiou a Constituição da República do Brasil.

LHS disse que ?as assinaturas de licenças ambientais pelo novo código, a partir de agora serão rotineiras em todo o Estado?. O que significa, naturalmente, que se por acaso a decisão dos tribunais superiores for contrária ao Código Revolucionário, estará criada uma enorme confusão.

O resultado desse imbroglio patrocinado pelo governo estadual tanto poderá ser a volta ao império da Lei, com o estado conformando-se em pertencer à União, quanto poderemos chegar finalmente à independência, rompendo os laços que nos prendem ao Brasil e criando, de direito, o que já está se desenhando de fato: a República Insurgente e Monárquica de Santa Catarina.

A rigor, tudo continuará como está, só que a gente, ao se referir ao governador, precisará escrever Dom LHS I e os demais membros da família real, salvo melhor juízo, serão o Barão J. Bornhausen, o Duque Dário (o Berger), o Alferes Pavan, o Grumete Moreira, o Aspirante Colombo e assim por diante.

A GRIPE E O PÂNICO

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O ser humano é um problema. Vive arrumando sarna pra se coçar. Vejam só aquela história da senhora que foi impedida de voar de Londrina a São Paulo em avião da Gol. Ela fez tudo certo, conforme a recomendação do Ministro da Saúde. Usou de bom senso e delicadeza. E foi punida por isso.

Parece que fazer a coisa certa, obedecer às recomendações não faz muito sucesso neste nosso estranho e fascinante país.

O que aconteceu? Ora, a moça estava gripada, espirrando de vez em quando e com tosse. Por cortesia com os demais passageiros, ela usava uma máscara. Isso ajuda a evitar a transmissão de contaminantes.

Atenciosa, cometeu a besteira de falar para a aeromoça, que gostaria de mudar de lugar, porque seus vizinhos de poltrona eram idosos. E todos sabemos que a gripe, qualquer gripe, é mais grave em idosos. A aeromoça, em vez de ajudar, entrou em pânico. Foi se queixar ao comandante.

O resultado da sequencia de desinteligências que ocorreu a seguir, foi que o vôo ficou retido duas horas e a moça da máscara foi arbitrariamente expulsa do avião por justiceiros imbecis travestidos de protetores da humanidade.

É claro que qualquer empresa transportadora de passageiros pode se recusar a transportar qualquer passageiro. Um bêbado inconveniente, uma grávida de nove meses, uma pessoa com qualquer moléstia contagiosa. No caso, contudo, tratava-se de uma pessoa gripada. Há décadas se sabe como evitar o contágio da gripe. Como também se sabe que o ar seco das cabines pressurizadas não facilita o contágio, desde que tomados alguns cuidados… justamente os que a moça queria tomar. Proteger a boca e o nariz para evitar espirrar em cima de outros e manter uma certa distância.

Transformar, portanto, a presença de alguém gripado num estopim para uma irracional demonstração de ignorância, é exatamente isso: uma demonstração de ignorância.

Se o sujeito ou sujeita ficar espirrando sem colocar um lenço para evitar a distribuição de perdigotos ou tossindo de boca aberta, cabe uma advertência, uma chamada, uma reprimenda e, se for o caso de absoluta falta de respeito, que seja tirado do ambiente.

Mas se a pessoa cumpre sua parte e demonstra preocupação em não atingir os demais, deve receber toda a solidariedade, apoio e respeito. Afinal, não ficou doente por querer.

Aos que estão por perto, cumpre lavar as mãos sempre que possível, manter-se em local arejado, preservar as boas condições de seu próprio corpo, alimentando-se bem e evitando aquelas coisas que baixam a imunidade (como, por exemplo, os porres, a comida industrializada em excesso, a falta de água e exercício, etc).

Sempre haverá quem pretenda transformar uma epidemia de gripe num cataclisma do fim do mundo. E sempre haverá quem pretenda transformar uma situação delicada, onde a solidariedade é, mais que nunca, necessária, num festival de ódios e rancores. Cabe a quem tem a cabeça no lugar, agir com bom senso. E, se não tiver como ajudar, que procure não atrapalhar.

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