• Postado por Tiago

“Moro em Brusque e ocupo o espaço pra denunciar a falta de investimentos no setor de saúde e o desinteresse da população pelo assunto. O texto, abaixo, é parte de uma notícia publicada no site de uma rádio local:
“Uma audiência pública realizada no plenário da Câmara de Vereadores de Brusque na noite de ontem (25), apresentou a prestação de contas da secretaria municipal de Saúde nos três primeiros meses de 2009. Como de costume, a participação da população praticamente não aconteceu, havendo apenas a participação de membros do poder público e de representantes do Conselho Municipal de Saúde (Comusa).
Os dados relatados durante o  encontro são os mesmos apresentados em reunião ordinária do Comusa na semana passada. A explanação ficou a cargo do diretor administrativo financeiro da pasta, Antonio Sérgio Wagnitz. E foi ele quem confirmou que, considerando o fluxo de entrada e saída de recursos no caixa da secretaria, o saldo foi positivo.
Ou seja, sobrou dinheiro neste período, cerca de R$ 1,3 milhão. “Sim, é dinheiro em caixa realmente. Estamos com investimento abaixo daquilo que pretendíamos. O investimento da Saúde, é hoje 4,69%, quando deveria ser de 15%, destacou ele””.

No início do ano a população estava toda feliz porque o saldo estava positivo, acreditando haver uma boa administração anterior, cumprindo com o dever da secretaria. Agora, a população não comparece mais nas audiências públicas, os responsáveis não fazem mais o devido investimento na Saúde, o povo comemora porque sobra dinheiro e fica tudo nessa situação. No início do ano, sequer havia médico suficiente para atender os pacientes nos postinhos de saúde dos bairros, principalmente dos mais pobres.
Depois essa mesma população, que permitiu tudo isso, vai lá querer fazer protesto e cobrar, só na hora que precisa, do prefeito que eles mesmo, de forma indireta, ajudaram a colocar no poder e dos responsáveis que a população mais ou menos já sabia que seriam nomeados. Outro problema, é a grande presença de habitantes vindos do Paraná e da Bahia, que vêm pra cá à busca de emprego e residem há pouco tempo, logo, pouco sabem sobre a situaçao política local. Aí dá no que deu! Só de baianos são mais ou menos 7.000 pessoas.
Puxando o gancho e mudando um pouco de foco, devido à vinda dessas pessoas (e não só delas), ainda que se submetam a empregos que a população nata não quer desempenhar, acaba gerando uma desproporção na relação vagas/creches, por exemplo, desproporção essa causada pelo inchaço populacional.”

Ass: Rafael Henrique Holatz

(Transcrito ipsis litteris)

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