• Postado por Tiago

Dia 13 de dezembro de 1998

Tátátátátá… tátátátátá… tátátátátá… tátátátátá… tátátátátá… tátátátátá… tátátátátá… tátátátátá… Aqui fala o Repórter Esso, testemunha ocular na história em edição extraordinária. Rio: O Presidente da República, Costa e Silva, acaba de assinar o AI-5.

xxx

Foi, mais ou menos, assim que o Repórter Esso, o repórter da Globo na década de 60, anunciou, no dia 13 de dezembro de 1968, a edição do AI-5, pela viadagem que comandava a revolução dos milicos.

xxx

Pra quem tem menos de 40 anos e pros que não se lembram o que foi a porra do AI-5, vamos dar poucos detalhes do mesmo. Foi um decreto baixado pelo presidente da República (biônico), Artur da Costa e Silva, e firmado por uma cambada de puto que formava seu ministério, dentre eles, ainda vivinhos da silva, o ex-senador Jarbas Passarinho (do Pará) e o deputado e dublê de economista, Delfim Neto.

xxx

O AI-5, de cara, cassou o cargo de três ou quatro ministros do Supremo Tribunal Federal. Suspendeu a vigência do habeas-corpus na sua plenitude. Fechou o Congresso. Cassou centenas de direitos políticos. Botou na rua, sem aviso breve nem porra nenhuma, professores, cientistas, profissionais liberais. Na sua vigência, a milicada pôde prender o cidadão durante 10 dias, incomunicável. Coisa que não aconteceu nem com os implicados na Inconfidência Mineira.

xxx

Aqui em Itajaí, inclusive, dois cidadãos, na vigência do AI-5, foram proibidos de trabalhar. Um, o estivador José Bernardes, o conhecido líder sindical Zé do Urso. Que passou fome porque os putos da revolução “cassaram” seu número na estiva. O outro foi o Dr. José Eliomar da Silva, que foi proibido de trabalhar no Hospital Marieta (que, como se vê, naquele tempo já era uma puta duma merda).

xxx

Enfim, o AI-5 foi uma nódoa. Foi um cagalhão na história política do Brasil.

E o pior é que, enquanto a milicada tudo podia, ela tudo phodia, tudo comia.

xxx

Continua na próxima edição

  •  

Deixe uma Resposta