• Postado por Tiago

Dia 10 de janeiro de 1999

Olha, depois do Paulo Afonso, qualquer governador que viesse iria se sair melhor. Contudo, nós catarinenses temos a sorte do sucessor do Paulo Gato ser o Amin.

Que dispensa apresentação.

Acho que o Amin é o homem certo pra hora certa em que o Estado mais precisa um governador.

Não precisa dizer mais nada.

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Conheço o Amin desde quando, lá pelos idos de 60, os estagiários do meu escritório de advocacia trabalhista, Carmelita Laus e Everaldo Brodbeck, me pediram que eu autorizasse um estudante, colega deles de faculdade em Florianópolis, a participar de um determinado número de audiências trabalhistas de processo sob o meu patrocínio. Segundo o Everaldo, o rapaz precisava fazer aquela prova de estágio em Itajaí, pois, naquele tempo, a Junta de Conciliação e Julgamento de Florianópolis ficava meses sem funcionar porque, segundo eu soube, o juiz que a presidia era um boa vida. Acedi. No outro dia, apareceu o Everaldo com o estudante de Florianópolis, um magricela muito simpático e respeitador a tiracolo. Ambos participaram das audiências comigo.

O juiz era o Dr. Cacciari (hoje no Tribunal do Trabalho) e os vogais o Dr. Luiz Schmitt e o velho Hermes Mendonça.

Nome do estudante de direito magricela, amigo do Everaldo e da Carmelita: Esperidião Amin Filho.

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Outro em que boto fé – e muita fé mesmo é o secretário da Segurança, o Dr. Luiz Carvalho, o nosso querido Carvalhinho, filho do meu sempre lembrado amigo, prof. Nestor Carvalho.

Conheço o Carvalhinho desde quando ele integrava aquela brilhante equipe do governo Amilcar Gazaniga na prefeitura de Itajaí. Dali ele fez carreira (e uma bela carreira) como Promotor Público.

Pra mim, pra quem a maioria dos Promotores da Justiça são uns boa vidas, que querem nada com nada, o Carvalhinho sempre foi uma exceção. Porque ele sempre foi trabalhador e sempre esteve a favor do povo e por isso, da Justiça.

Prova disso: a primeira ação proposta em Santa Catarina (e acho que no Brasil) contra a famigerada TIP (Taxa de Iluminação Pública), uma das maiores bandalheiras deste país, foi ajuizada por ele, curador do Consumidor da Comarca de Blumenau.

Inclusive uma confissão: foi da petição inicial elaborada pelo Carvalhinho que o Dr. Stalin Passos e eu tiramos elementos para ajuizar em mais de 40 comarcas do Estado, ações idênticas.

Além disso, Carvalhinho já tem cancha no serviço público, como secretário de Administração do Estado e outros cargos de relevo.

Por tudo isso, aposto nele. E posso dizer: tem tudo para ser o secretário da Segurança que o Estado precisava.

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Continua na próxima edição.

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