• 12 maio 2009
  • Postado por Tiago

Uma sacanagem pra quem precisa trabalhar (parte I)

Dia 24 de junho de 1998

Recebemos aqui no DIARINHO, a denúncia de que, dias atrás, naturalmente na falta do que fazer, a viadagem da saúde da prefeitura de Itajaí, acompanhada da polícia militar, foi lá atrás da banca de peixe e apreendeu pescado que estava sendo ali comercializado por algumas pessoas.

Me contaram ainda que depois da cagada feita, se arrependeram e devolveram o pescado dos humildes vendedores.

São dessas coisas que acontecem neste Brasil varonil, céu cor de anil de sacanagens mil, que revoltam. Revoltam porque tem quem, pra demonstrar “otoridade”, desanque em cima do pequeno.

Pomba, num país, num Estado, numa cidade onde grassa o desemprego, neguinho vai vender um peixinho pra ganhar um dinheirinho, pra sustentar os piazinhos, e os caras, que não têm o que fazer, vêm apurrinhar. Tenha dó.

Eles estão trabalhando porra. Queriam o quê? Que eles estivessem roubando? Vendendo droga? Dando o rabo?

E não adianta esse negócio de dizer pro DIARINHO quando mandamos lá saber quem tinha feito a cagada, que o que está acontecendo atrás da banca de peixe é ilegal, que quem compra ali não tem segurança, que aquele pessoal não tem condições de armazenagem, o caralho.

Ilegal é a banca de jogo de bicho que tem, não nos fundos, mas lá dentro do Centro de Abastecimento Paulo Bauer. Por que eles não vão lá e fecham? Dizer que quem compra tainha ou sardinha atrás da banca não tem garantia, por acaso quem compra lá dentro tem? Eu mesmo comprei um pacote de camarão lá dentro, me deu uma indigestão (em mim e mais duas pessoas da família) que quase fui parar no hospital. Fiquei bebendo chá de folha de goiabeira um mês pra me livrar da “constipação” do camarão podre, comprado lá dentro, não nos fundos da banca. E não teve um puto que se responsabilizasse.

Continua na próxima edição

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