• 21 maio 2009
  • Postado por Tiago

A falência do Ipesc (parte I)

Dia 2 de julho de 1998

O Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina, o Ipesc, é prova provada de que o sistema de previdência social no Brasil é viável e, o que é mais importante, é lucrativo.

Cheguem aqui comigo que vou lhes mostrar: O Ipesc vive de contribuição do funcionário e do estado. Desde o governo do Espiridião Amin, o estado não pagou mais a sua parte. Quer dizer: passou o Amin e deu calote, o puto; passou o falecido Pedro Ivo e também deu calote, coitado; passou o irresponsável do Casildo (eu disse Casildo e não Cacildo) e deu calote, o sacripanta; veio o Virso e deu calote, o omisso; veio o gato mestre, o Zé Bonitinho das Letras, esse, então, continuou o calotão.

Resultado dos calotes dos caloteiros Amin, Pedro Ivo, Casildo, Virso, Konder e Gato: 600 milhões.

Depois disso tudo, qual é a situação atual do Ipesc? Tem a receber do Estado 600 milhões e, de prefeituras, mais de 100 milhões. Deve, na praça e pra funcionários, médicos, o caraco, perto de 50 milhões.

Quer dizer, se o Estado e Santa Catarina, velhaco contumaz e algumas prefeituras mal administradas pagassem o que devem, o Ipesc teria em caixa 650 milhões. Já pensaram?

Isso tudo demonstra que o sistema de previdência social bolado no tempo do velho Getúlio, é não só viável como até lucrativo.

Mas então você, caro leitor, naturalmente, vai perguntar: se é essa beleza, porque o Ipesc por exemplo e o Inss tão na merda que estão?

Cheguem aqui comigo que explicar-lhes: O Ipesc tá na merda porque os governadores velhacos não pagaram a parte do Estado. O INSS tá na merda que tá porque: primeiro, porque depois que o velho Getúlio deixou a presidência da república todos os presidentes que o sucederam foram também velhacos. Inclusive este que aí está. Jamais pagaram a parte do governo; segundo, o Inss tá na merda porque é um elefante, um paquiderme do tamanho do mundo, por isso, de tão grande é inadministrável na sua estrutura atual, e em terceiro, por causa da roubalheira.

Continua na próxima edição

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