• 25 maio 2009
  • Postado por Tiago

Suspeitas

Dia 7 de julho de 1998

A maneira como as autoridades judiciárias de Itajaí, mais especificamente da 1º vara criminal, estão conduzindo o rumoroso e escamoteado processo das duas freiras do Marieta, que são acusadas de tráfico de menores, causa as mais sérias e fundadas suspeitas da imparcialidade na instrução e julgamento dos respectivos processos.

Isso porque, desde que o caso veio à tona, sob um estúpido e ignorante argumento de “segredo de justiça” que é coisa muito diferente, juízes, promotores e serventuários se têm, sistematicamente, negado a fornecer à imprensa informações, as mais elementares, primárias e simples sobre o caso. Chegaram ao ridículo até de negar a existência do processo contra as freiras quando, aqui fora, todo mundo sabia da existência do mesmo e eles eram já motivo de comentários e piadas, as mais variadas, desde as alcovas de cetim das locomotivas do society, passando pela banca de peixe aos botecos de cachaça, sem se falar nas casas das putas e nas centenas de bancas de bicho que o Aducci tem na cidade.

Não bastasse esse ridículo, no dia da audiência as ilustres rés, enquanto aguardavam o chamado ao interrogatório, não ficaram nos bancos de pau duro (que banco de pau duro não fica bem pra freira, no pensar da galera de lá, da vara criminal) como ficam os simples mortais, quando chamados aos corredores dos passos perdidos. Elas foram alojadas numa sala Vip do fórum.

Tudo isso, mais a prova de ignorância, indesculpável em autoridades judiciárias que sonegam informações as quais a sociedade deve ter por garantia constitucional. Isso nos faz temer pela parcialidade que deve nortear ditos processos. Tomara que nos enganemos.

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