• 05 ago 2009
  • Postado por Tiago

A saúde pela hora da morte

Dia 16 de outubro de 1998

O recente caso de uma senhora infartada, que chegou nas últimas no Santa Inês, e, de empombação em empombação, penou pra ser atendida (e mesmo assim só foi atendida depois que pagou, porque senão pagasse nem entrava na porta do hospital) é uma faceta da saúde no Brasil. Que tá pela hora da morte.

O Santa Inês tem culpa? Tem, porque, como dizia o meu avô Chico Santana, quem não tem pipizinho não faz negócio com fiofozinho. É hospital? Tem que atender.

Os médicos tem culpa? Têm, porque quem mandou ser médico? Quer ficar rico em dois ou três anos de trabalho, vai ser comerciante industrial.

Então, quem é o bandido da estória?

Primeiro o FHC, que inventou a porra do imposto do cheque, cujo dinheiro era pra ser usado especificamente na saúde, mas não é. É usado pra outras coisas.

Segundo as prefeituras, que aceitaram o encargo do gerenciamento do SUS, mas não têm tido culhão pra fazer o programa andar.

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Quem leva no rabo?

Ora, como sempre, quem leva no rabo é sempre o pobre. O fodido que não tem dinheiro pra pagar.

Porque o rico, se for bem rico, se tiver um infarto, como aquela senhora da denúncia de hoje, iria para os Estados Unidos. Se fosse “mais ou menos”, iria para o Incor, em São Paulo. É pobre? Morre, talvez até por falta de atendimento, como a pobre senhora de Balneário.

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E isto acontece num país que não tem legislativo.

Porque se o nosso legislativo prestasse, se a cambada de puto que tá lá – salvo raríssimas exceções – não fosse vaca de presépio, já tinham botado o Fernando Henrique pra fora e feito pagar cadeia. Porque usar verba destinada à saúde em outra coisa é crime. Sabiam?

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Nisso, você tem que tirar o chapéu pros americanos. Lá o presidente deles dá uma simples trepadinha com uma estagiária e tá sofrendo um impeachment. Aqui, o nosso presidente tá fodendo a 160 milhões, desviando dinheiro da saúde, e ainda é reeleito.

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