• Postado por Tiago

Dia 18 de fevereiro de 1999

Incrível que, quando se trata de defender a bolsa do povo, pro pequeno, pro fodido, tudo é difícil.

Agora mesmo, estamos tendo uma prova disso, com o “nhem-nhem” pra fazer valer uma lei do governador Esperidião Amin que tornou gratuita a travessia do pedestre e do bicicletário no ferri-bote e na balsa da Barra do Rio.

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O governador assinou a lei de gratuidade no dia 11 de janeiro, portanto, há mais de um mês, mas o povo continua pagando.

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Vejam a diferença: quando é pra aumentar o preço do ferri-bote, o governo assina a portaria às 3h da tarde, às 3h15 os caras já estão cobrando o preço da passagem mais alto. É vapt-vupt.

Agora, quando é pra dar vantagem pro usuário, todo mundo se manca.

Faz mais de um mês que o governador assinou a lei, mas a ordem pra parar de cobrar, até hoje, ainda não chegou a Itajaí.

Não é uma autêntica putaria?

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Infelizmente, esse negócio de prejudicar o usuário em favor das grandes é coisa velha. Tudo porque, via de regra, os órgãos que deveriam fazer valer as leis, principalmente as favoráveis ao usuário e ao consumidor, são arreglados.

Como arreglada é grande parte da imprensa, das rádios e TVs, que, quando as sacanagens envolvem patrocinadores seus, botam o rabo entre as pernas.

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O exemplo mais caracterizado disso temos no transporte coletivo da cidade de Itajaí.

Quando foi instituída a Lei Orgânica do Município, estipulou-se que Itajaí deveria ter pluralidade de empresas explorando o seu transporte coletivo urbano.

Em outras palavras: a lei orgânica do município quebrava o monopólio dos Rizzi.

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Os Rizzi ficaram doidos.

Compraram alguns vereadores e conseguiram reformar a lei orgânica, escoimando dela o saudável dispositivo da pluralidade.

Contudo, pressionada pela opinião pública e pelo DIARINHO a Câmara Municipal, já em outra legislatura, voltou atrás e restabeleceu a quebra do monopólio.

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Ainda empurrado pela opinião pública e pelo DIARINHO, o então prefeito João Macagnan, num ato que há quem classifique de “jogo de cena”, adrede combinado com os Rizzi, abriu concorrência pública para que outras empresas participassem do transporte coletivo urbano de Itajaí.

(Continua na próxima edição).

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