• Postado por Tiago

Dia 15 de abril de 1999

Governador, Procon, Promotoria de Defesa da Comunidade, deputados estaduais e entidades de defesa do consumidor têm que ficar atentos à tentativa de assaltos da Celesc, que está tentando impingir ao povo catarinense aumento de 17% nas suas tarifas.

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Pomba, essa cambada tem que ver que o trabalhador, o funcionário, tá há muito tempo sem receber um puto dum tostão sequer. Outros, com merdas, como esse aumento que dizem o FHC vai dar, de 7% pro salário mínimo. Como suportar um aumento de 17% da Celesc?

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O que se pergunta é como a Celesc, que tem o monopólio de uma atividade essencial, não tem vergonha de querer um reajuste de 17%?

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Todo mundo sabe que a Celesc é uma empresa inchada, paquidérmica, que paga salários, empreiteiros e prestadores de serviços a preço acima do mercado de trabalho; que ela tem sido dirigida por políticos que não são do ramo e, por isso, entendem picas de energia elétrica; que as decisões dos seus direitos são mais políticas do que ditadas por regras administrativas claras e objetivas; que por isso a Celesc tem sido pessimamente gerida…

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O decente, o homem, seria a Celesc, antes de vir roubar o consumidor com um aumento abusivo, limpar a casa. Queimar gordura. Tirar mordomia de diretor, funcionário. Não permitir bandalheira nas empreiteiras e contratações de prestações de serviço. Enfim, apertar a cinta. Não querer um aumento absurdo.

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Nisso tudo me admira o seu presidente, o ex-deputado (populista) Francisco Kuster, permitir uma bandalheira dessa. Ele que sempre foi a favor do pequeno e do trabalhar. Será que, só porque passou pro outro lado do balcão, Kuster mudou de pensamento? Deu uma de Fernando Henrique? É por coisas assim que o DIARINHO tá careca de dizer: não confie em político… político é igualzinho isqueiro. Na hora que você precisa, o puto falha.

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