• Postado por Tiago

Dia 14 de março de 1999

Continuação da edição anterior

Acho desnecessário dizer que, embora telefonemas insistentes que se seguiram a essa entrevista, sequer considerei a proposta. Que voltou a ser renovada no final do ano passado.

Juntemos as coisas: logo depois daquela entrevista com o “empresário da comunicação nortista”, o senador Antonio Carlos Magalhães, em diversos pronunciamentos feitos no Congresso e em locais diversos, desancou contra o Judiciário. Direitos sagrados e garantias dos magistrados foram e estão sendo suprimidos pelo sistema que se implantou no Brasil com o governo FHC.

Nos últimos dias, vimos, estarrecidos, até o senador catarinense, Jorge Bornhausen, assacar contra a Justiça do Trabalho, que, eu afirmo, depois de ter advogado 22 anos no foro trabalhista – deveria servir de modelo a todo e qualquer aperfeiçoamento que se tencionasse fazer na nossa estrutura judiciária.

A princípio, julguei a atitude de Jorge uma atitude preconceituosa, porque, quando advogávamos nos idos de 60, eu como advogado de trabalhador e ele de empresa, Jorge jamais teve sucesso na advocacia trabalhista.

Contudo, mais uma vez, juntando os fatos, faço a presente indagação: Jorge não estaria ligado àquele plano sinistro de desmoralizar o judiciário brasileiro, para atrelá-lo ao executivo, como já foi feito com o legislativo?

E é esta a denúncia e a pergunta que eu faço hoje a toda a Nação Brasileira e que deve ser objeto de profunda meditação: estaria já em curso a campanha de desmoralização do judiciário com o fito de atrelá-lo ao executivo?

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