• Postado por Tiago

Dia 4 de janeiro de 1999

DIARINHO de hoje está contando, com exclusividade para todo o Estado, ocorrência dias antes do Natal, quando o ex-governador, em um shopping, recebeu uma camaçada (de bolseta e de desaforos) de uma bolsista do Ipesc.

Engraçado, não fosse condenável, que ninguém ficou sabendo de nada.

Exceção de uma enigmática notinha na coluna do Moacir Pereira, mais nada.

Jornalões, redes de tevê e uma dezena de estações de rádio da “agora Capital 3 AAA”, deixaram o fato passar na boiada, sem registro.

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Fatos como estes põem em jogo a credibilidade de todo o sistema de comunicação social de Floripa, pois nada justificaria que o incidente com o governador fosse ignorado como foi. O povo tinha o sagrado direito de ser informado, como tem o direito de ser informado de tudo que aconteça numa comunidade, mesmo que os envolvidos sejam “abóboras”. E imprensa, tevê e rádio que deixam passar um “prato” como esse do governador xingado e bolseteado, não é imprensa.

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Infelizmente, temos que admitir que essa – de ignorar ocorrências que envolvam abóboras ou interesses seus – é “barda” velha da imprensa, tevê e rádio brasileiros. Que não deixa de ser lamentável, pois quem não tem coragem de divulgar os fatos como eles acontecem, principalmente quando esses fatos, nem sempre airosos, envolvem “personalidades” não deveria estar na comunicação social. Deveria estar atrás de um balcão.

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É por coisas assim que nós, aqui do DIARINHO, sempre temos dito que “pra elogiar”, pra puxar o saco tá cheio. Agora, pra criticar…

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Aqui mesmo no Itajaí e região, temos tido desses exemplos deploráveis, de comunicadores que se dizem machos, imparciais, isso e aqueloutro, mas que, na hora de divulgar fatos que contrariem o interesse de alguns abóboras, eles se mixam.

E eu, que sempre gosto de mostrar o pau (que matou a víbora, é claro), dou exemplo: com a recente sacanagem do aumento do preço da passagem do transporte coletivo em Itajaí. Com exceção do Oliveira Brandão e do Osvaldo Vieira não vi um dos comunicadores da cidade, principalmente do rádio, tocar no assunto.

Que, convenhamos, é do interesse de uma coletividade inteira.

Por quê?

Pra não desagradar o patrocinador Sérgio Rizzi?!

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Vão plantar batatas e vender na feira, porra, ao invés de ser travestirem de comunicadores.

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