• Postado por Tiago

Dia 23 de abril de 1999

(Continuação da edição anterior)

Naquele tempo, o hoje banco Central se chamava Sumoc (Superintendência da Moeda e Crédito).

Três, quatro vezes por ano, vinham fiscais da Sumoc (o banco Central daquele tempo) fiscalizar o banco Inco.

O César Ramos, diretor do Inco, que, graças a Deus, ainda tá aí forte e rijo, pode testemunhar. O César mandava o capitão Galdino, o Ada Pfeisticker e o João Santos organizar a estada dos fiscais da Sumoc aqui. Era pescaria na ilha das Galés, altas festas nos melhores restaurantes, bacanais nos melhores puteiros de Blumenau, naquele tempo os melhores puteiros do estado.

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Os fiscais da Sumoc nem passavam pela calçada do banco Inc

o. Era pescaria, banquete e putaria. Dali, pro aeroporto (que ficava na rua Blumenau), e de volta ao Rio de Janeiro.

Fiscalizavam porra alguma.

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Pelo jeito, o hoje banco Central faz o mesmo. Senão, como explicar o estouro de bancos como o Econômico, o Bamerindus, o Nacional , esse tal de Marka e tantos outros? Qualquer aprendiz de auditor que passasse meia hora dentro do banco Nacional, por exemplo, já sentiria o cheiro da putaria. Cheiro que os fiscais do banco Central, em anos e anos de “fiscalização”, nunca sentiram..

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Daí minha conclusão: o Brasil é um país governado por burros e safados.

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