• Postado por Tiago

Dia 11 de abril de 1999

A imprensa brasileira, salvo raríssimas exceções, sempre mete o rabo entre as pernas quando se trata de entrar na área do Judiciário.

Meter o pau no Legislativo? Beleza.

Meter o pau no Executivo? Não arreglou, pau na mula!

Meter o pau no Judiciário? Nem pensar! Criticar quem usa batina e toga é fogo.

Essa, via de regra, é a postura ordinária da imprensa brasileira no trato da coisa pública.

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E, na verdade, na verdade, meter o pau no Legislativo sempre foi moleza.

Político geralmente é sem-vergonha mesmo e, por isso, faz como a galinha: recebe no rabo e sai cantando. Depois, chega a eleição, ele precisa da imprensa e esquece.

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Já no Executivo, meter o pau, geralmente, é um ato de puro “toma lá, dá cá”… Há exceções, embora mínimas, é claro.

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Agora no Judiciário, só doido…

Os “homi” na maioria se julga acima do mortal comum. Pois, vivendo isolados da comunidade, comumente adulados, se julgam acima do bem e do mal.

Por isso são conhecidos, em todo o Brasil, casos e casos de retaliações de membros do Judiciário a órgãos de imprensa mais ativos.

Tudo isso porque tanto os componentes do próprio judiciário quanto os dos demais poderes da República, imprensa e comunidade laboram num equívoco evidente, quando, na apreciação de atos e fatos do Judiciário, não distinguem entre a função administrativa do Judiciário, aquela que gerencia um poder da República, do Judiciário, aquele que ministra a prestação jurisdicional.

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Aquele administra um poder, como o faz o presidente da República, o governador e prefeito. Este julga à luz da legislação em vigor.

(Continua na próxima edição)

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