• Postado por Tiago

Dia 11 de abril de 1999

(Continuação da edição anterior)

E deve ser dessa forma que o relacionamento Judiciário – comunidade (inclusive imprensa) deve ser administrado. Distinguindo-se, por exemplo, a análise crítica que se faz aos administradores do poder judiciário que nomeiam parentes para cargos altamente remunerados; administradores do Judiciário que contratam obras suntuosas e superfaturadas, ou aqueles que favorecem determinadas empresas nas construções dos prédios de fóruns, ou até na simples compra do material de expediente… Esse administrador do Judiciário, seja magistrado ou não, é um agente do poder público corrupto, seja togado ou não… E os há em todos os ramos da administração pública e atividade privada. Seria, pois, antinatural não existissem na administração do Judiciário.

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Já os atos e fatos do setor judicante do Judiciário devem ser analisados com extrema cautela. Por várias razões. Primeiro, porque cada caso é um caso. Segundo, porque as decisões judiciais jamais podem ser desobedecidas, mas, quando cabível, recorridas. Jamais desobedecidas.

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Isso porque o respeito à decisão judicial irrecorrível é postulado básico na convivência num regime democrático.

Fora disso, o negócio vira bagunça.

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O que a imprensa e, agora, os aliados do maluco do Antoninho Malvadeza não têm levado em conta, nessa onda toda de CPI do Judiciário, é que a crítica mais comum ao setor judicante do Judiciário é uma só: demora na solução dos dissídios.

E isso na sua maioria se deve a três causas: as leis mal-elaboradas por um Legislativo conhecidamente burro. Ao desaparelhamento material do Judiciário, pela avareza do executivo de lhe repassar recursos. E, finalmente, pela degradante qualidade do advogado brasileiro, que congestiona os cartórios com ações mal-propostas e as esquece, sem diligenciar seu andamento. Ao advogado relapso é mais cômodo justificar ao clientes a demora da solução de um pleito taxando a justiça de morosa do que admitir que esqueceu de fazê-la andar.

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