• Postado por Tiago

Dia 16 de janeiro de 1999

Lembram quando aqui nesta coluna escrevi semana passada que o Itamar tinha jogado bosta no ventilador? E que o negócio ia feder? Olha, com meus quase 70 anos de meretrício nunca pensei que iria dar a merda que deu.

xxx

Isso demonstra uma coisa: a fragilidade do sistema econômico vigente no mundo de hoje. Que o Itamar dá um peido e abala políticos e a economia dos chamados grandes países.

Já pensaram?

xxx

Tudo isso demonstra também que o Brasil tem que sair desse clube o quanto antes. Só que pra fazer isso tínhamos que ter um governo de culhão e isso não temos.

xxx

O Brasil teria que dar um calote geral. Não pagar mais sua dívida externa nem interna. Mandar os bancos estrangeiros e os agiotas aqui de dentro tomar no fiofó. Depois, anistiar os estados e municípios. Pt. Saudações.

xxx

A história demonstra que as três grandes potências mundiais, antes da implosão da URSS, tornaram-se grandes porque deram calotes. Os Estados Unidos, quando deram o grito de independência, não pagaram sua dívida com a Inglaterra. A URSS (hoje Rússia, dividida numa porrada de repúblicas) deixou de pagar o que devia para o mundo inteiro, quando derrubou o czar e implantou o regime comunista. Finalmente, a China também, quando derrubou o Chiang Kai Chek e adotou o regime comunista.

Não foi coincidência que os três foram grandes potências, no caso dos Estados Unidos ainda o sendo, a China idem e a URSS só por seu esfacelamento deixou de ser.

xxx

O Brasil paga do que arrecada cerca de 70% da sua dívida. Sobram 30% pro resto.

Você, caro leitor, poderia viver se pagasse 70% do seu salário aos agiotas a quem você deve? Você viveria usando o resto pra dar comida pros seus filhos, para aluguel, colégio, prestação, o caraco?

E é essa a situação do Brasil!

xxx

O Lula, quando foi candidato pela primeira vez (quando perdeu pro Collor), no começo da sua campanha disse que ia dar calote na dívida do Brasil. Deu o maior galho. Tocaram o pau até na mãe dele.

Só que Lula não teve quem o apoiasse. Ficou sozinho, e não se falou mais nisso.

  •  

Deixe uma Resposta