• Postado por Tiago

Dia 21 de março de 1999

Esta de uma liminar suspendendo a gratuidade do pedestre e do bicicleteiro nas barcaças que fazem a ligação Itajaí – Navegantes é uma iniqüidade. A demonstrar que o povo, coitado, não tem mesmo quem o ofenda.

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O despacho que suspendeu a justa gratuidade do pedestre e bicicleteiro é dessas decisões apressadas e que não consegue esconder o ranço do lobby de que é fruto.

Pois quem o proferiu, indo cantidamente na conversa mole da empresa, que diz, mentirosamente, que a gratuidade inviabiliza seu milionário negócio, não teve o cuidado de, pelo menos, solicitar aos órgãos oficiais do ramo informações sobre o movimento das barcaças.

E o pior é que a malsinada decisão ocasiona ao povo lesões de impossível reparação. O que não ocorreria na hipótese contrária, pois, amanhã ou depois, vencedora, provado o prejuízo, a concessionária poderia se ressacir da Fazenda. Já o pedestre, o pobre, o bicicleteiro, o fodido, pela difusão dos seus direitos, jamais terá como se ressarcir, se a empresa concessionária perder a causa.

Mas com isso a justiça não se importa.

Era justo isso que um juiz ou um desembargador, responsável, consciente, teria que considerar, antes da apressada e, repetimos malsinada liminar.

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É por coisas como esta que o povo desacredita da justiça. Lambada no lombo do povo, como esta da liminar das barcaças, deixa marca indelével na cabeça do povo e cada vez mais dá razão aqueles que dizem que o povo, o pobre é discriminado na justiça. E deixam o povo sem saber em quem acreditar, quando os malucos de plantão assacam contra a justiça e, até mesmo, pregam o fim de tribunais.

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