• Postado por Tiago

Dia 25 de janeiro de 1999

Confesso que me sensibilizei com a matéria do DIARINHO de ontem, noticiando a situação de penúria da nossa querida e tradicional banda Guarani.

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Pomba!

Que a nossa cidade não preserva seus valores culturais, todo mundo tá careca de saber.

Haja vista o patrimônio arquitetônico notável que perdemos, quando a insensibilidade – pra não dizer burrice – dos nossos governantes permitiu que se demolisse a Casa de Alberto Werner, no Carvalho, a Casa de Antonico Ramos, na rua Blumenau, o Palacete dos Bauer, na frente do Banco do Brasil, a Casa do Ernesto Schneider, na alameda que hoje tem seu nome, o Palacete Dorigati, na rua Lauro Müller, e, hoje, permite que se deteriore a Casa Rauert, a Casa Asseburg, o Conjunto da Bauer, nas ruas Pedro Ferreira e República Argentina, além de tantas outras que, nesta tarde de domingo ensolarado, depois de umas caipirinhas com a Bira do Ibama na beira de praia, não me vem a memória.

Estamos deixando morrer o Marcílio Dias, como deixamos morrer, no futebol, o Lauro Müller, o Estiva e não se tem sequer memória do CIP; time da Cia Itajaiense de Phosporo ou do Cimenport, da Fábrica de Cimento.

Será que, depois disso, vamos deixar morrer a banda Guarani?

Será uma prova de aculturamento, pra não dizer estupidez, deixar que isto aconteça…

E é justo pra evitar esse vexame que o DIARINHO vai pegar o peão na unha. O DIARINHO vai encampar a causa da banda Guarani.

(continua na próxima edição)

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