• Postado por Tiago

Dia 1 de fevereiro de 2009

Em 1963 Roberto Carlos veio a Itajaí, acompanhado da sua “jovem guarda”.

Com ele vieram a sua então inseparável Vanderléia, a Martinha, a Cidinha e outros de quem não me lembro.

Foi uma festa naquela manhã de domingo no campo do Marcílio.

Que encheu.

Que ficou lotadinho.

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Fui levar o Dalminho e o João, nos seus 10 e nove anos, por isso, fãs do cabeludo.

Como gosto de toda música, vibrei e cantei com a jovem guarda.

Mas notei que, uns três ou quatro degraus da arquibancada abaixo de mim, estava um velhote sisudo, cara amarrada, parecendo ser um avô que teve que ir ao show obrigado, pra levar as três crianças que o acompanhavam. Presumivelmente seus netos.

Era uma festa, todo mundo cantando, quando, quase no fim do espetáculo, olhei e vi o velhote cantando a música do calhambeque, como um se fosse um gurizão.

Que sisudez que nada, ele fora contagiado pelo entusiasmo que a música do Roberto lhe despertou.

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Neste sábado, 36 anos depois, lá estava eu pra assistir o show do Roberto no Auto-Cine.

Lembrando do show de 1963 no campo do Marcílio, comecei a comparar.

Roberto com algumas rugas no rosto e às vezes demonstrando algum cansaço, é claro, no entanto canta hoje melhor do que naquele tempo.

É que o agito do jovem de 36 anos atrás, foi substituído pelas expressões maduras e eloquentes do Roberto de hoje, dando vida às suas canções. Roberto hoje canta sozinho.

Substituiu a ruidosa comitiva de cabeludos e garotas avançadinhas por uma orquestra de cobras, todos verdadeiros artistas.

É, pois, mais espetáculo que há 36 anos atrás. Sem contar a parafernália eletrônica que o acompanha e que já é em si um espetáculo.

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E, engraçado: na cadeira a minha frente estava um gringo, dos seus 50, 60 anos, que também, quando começou o show, se apresentava carrancudo.

Mas, no fim do espetáculo, quando Roberto cantava o Jesus Cristo, o gringo levantava da cadeira, braços erguidos em transe.

Como acontecera com o velhote de quase 40 anos atrás, no show do campo do Marcílio.

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Conclusões: Roberto é eterno.

Canta hoje melhor do que no tempo da Jovem Guarda.

Ainda faz velhote cara amarrada acabar o show rebolando que nem cabrito.

Ainda é Roberto Carlos.

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