• Postado por Tiago

Dia 21 de janeiro de 1999

Ontem o DIARINHO publicou a denúncia do governador Esperidião Amin das sacanagens que vinham rolando em empresas do Estado, com reclamações trabalhistas contra as mesmas. Segundo o governador, na Cidasc, advogados quadrilheiros, mancomunados com os reclamantes entregavam o ouro pro bandido.

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Isso pra mim não é novidade

Nos meus 27 anos de advocacia, destes, 15 exclusivamente fazendo advocacia trabalhista, era um “papa” advogar contra órgãos do governo. Não só pela incapacidade da maioria dos seus advogados, geralmente parentes de “abobrões” que entravam pela janela, como dos advogados que faziam corpo mole, porque muitas das vantagens que eu pleiteava para meus constituintes também lhes favorecia.

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Agora, era uma barra, por exemplo, advogar contra uma multinacional. Que geralmente tinha a seus serviços os melhores escritórios de advocacia do Brasil, alguns até internacionais.

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Qual a ilação, caro Leitor, que você tira disso? Que nas multinacionais, advogado que não for bom, não for competente, não pega causa…

Já no serviço público, advogado funcionário da casa, tá nem aí… O “seu” vem no final do mês, mesmo que ele perca ou jogue fora todas as causas que lhe são confiadas.

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Exemplo disso encontramos nas procuradorias de Balneário e Itajaí, onde o despreparo, a incompetência e o desleixo imperam.

Falo e dou exemplo: tanto a procuradoria de Balneário quanto a de Itajaí ajuizaram um monte de ações contra os prefeitos bandalhos, Luiz Castro e Arnaldo Schmitt.

Deu alguma coisa?

Merda nenhuma!

Passados mais de dois anos, tem processo que ainda tá na casca do inquérito policial.

Tá tudo atravancado nos escaninhos da justiça.

E por quê? Porque os advogados das suas prefeituras entraram com as ações e “sisqueceram”.

Relaxaram.

Eles não estão se importando se vão ganhar ou se vão perder. O deles, no fim do mês, tá creditado na conta.

Pra mim, advogado que joga a ação nos cartórios e as esquece é um merda dum advogado.

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Continua na próxima edição.

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