• Postado por Tiago

Dia 21 de janeiro de 1999

(Continuação da edição anterior)

Garanto que se essas ações que as prefeituras de Balneário e Itajaí fizeram contra os dois prefeitos bandidos, se tivessem sido confiadas a escritórios de advocacia especializados, de conceito profissional, já tava tudo terminado e os bandidos na cadeia, além do erário público ressarcido.

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Itajaí quase andou certo quando, no primeiro reinado do fujão, foi contratado o escritório do conceituado advogado Dr. Egídio Ghener, hoje magistrado, para cuidar de processos de interesse da prefeitura. Os resultados foram dos melhores, não só com o sucesso das causas, mas até por economia. Pois, ao invés de pagar um monte de advogado cabeça de bagre, empregado, pagava-se um escritório conceituado e que apresentava resultados, reduzindo consideravelmente despesas.

Mas, como em Itajaí nem tudo que reluz é ouro, a experiência foi abortada.

Me lembro de certa vez, num processo que eu patrocinava a causa de empregados do Marieta, ao tempo em que ele era gerenciado pela Fundação Hospitalar, órgão do governo do Estado, que mandaram de Florianópolis, pra defender o Marieta, um advogado recém-formado, verde, completamente incapacitado pra defender quem quer que fosse, mas que estava ali porque era irmão de um abóbora da política do Estado.

A atuação desse advogado foi tão desastrosa que o Dr. Cacciari, Juiz Presidente da Junta, após o encerramento do expediente, comentava comigo como é que um órgão do governo mandava um advogado daqueles para fazer a defesa de um órgão público.

Uma curiosidade. Anos mais tarde, esse mesmo advogado foi nomeado para uma vaga no Tribunal Regional do Trabalho de Santa Catarina, chegando até a presidente daquele órgão.

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É por tudo isso que o DIARINHO dizia ontem, noticiando a revolta do governador Amin com as sacanagens dos advogados da Epagri: os órgãos do governo têm que bolar uma legislação que lhes permitia contratar escritórios de advocacia conceituados para patrocinar-lhes as causas. E acabar com seus departamentos e paquidérmicos órgãos de assessoramento e assistência jurídica que saem caros e são ineficientes.

Mesmo porque um bom advogado, um advogado de conceito, de gabarito, competente e de sucesso na sua carreira não vai pra uma prefeitura ou pra um órgão do governo pra ganhar um, dois, três mil reais mensais. Só rebotalho aceita isso.

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