• Postado por Tiago

Dia 10 de maio de 1999

Quando, em 1954, deram um tiro na perna do jornalista Carlos Lacerda e mataram o major da aeronáutica, Rubens Vaz, na rua Toneleiros, no Rio de Janeiro, ninguém, a princípio, sequer ousou pensar que o inquérito da Base aérea do Galeão, instaurado para apurar o fato, chegasse até o porão do Palácio do Catete.

E culminasse com o suicídio do presidente Getúlio Vargas.

No final, conclui-se que o crime da Toneleiros tinha sido praticado por gente da guarda pessoal do presidente.

Seu desfecho faz parte da história: Getúlio, envergonhado, deu um tiro no coração.

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Trinta anos mais tarde, quando a revista Veja publicou a entrevista com Pedro Collor denunciando o irmão, o esquema do PC Farias, muita gente achou que aquilo era coisa de marido traído.

Deu na merda que deu. Collor foi catapultado do Alvorada.

Agora, quando disseram pro FHC que os brucutus da polícia Federal e os truculentos Procuradores de Justiça tinham ido lá no apartamento do Chiquinho Lopes, tadinho, e apanhado uma porção de documentos comprometedores, o FHC, que fazia turismo na Alemanha, se encrespou. E teve a desfaçatez de dizer que aquilo era uma barbaridade, era uma volta ao tempo do arbítrio.

Imagina, fazerem aquilo pro Chiquinho, tadinho, que frequentava a copa e a cozinha do Alvorada… rapaz sério.

Olha podem crer: se a CPI dos bancos não botar o rabo entre as pernas, não se acovardar e ir em frente, toda essa bandalheira do banco Markas, banco Centra, mudança de câmbio, o caralho, vai respingar no Alvorada.

Podem crer!

Pra mim, isso tudo é uma terceira versão atualizada, made in Brazil, de um velho filme que eu já vi por duas vezes e cujo enredo todos conhecem.

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