• Postado por Tiago

Dalva Rhenius, secretária de Saúde da prefa de Itajaí, admitiu ao DIARINHO que a cidade tá precisando de um serviço de verificação de óbitos (SVO). O órgão faz exames em pessoas que morreram de forma não violenta pra tentar descobrir o que as levou dessa pr’uma melhor. Foi a falta de um SVO que fez com que a família da professora Gisele Kawikioni, 29 anos, andasse com o corpo pra cima e pra baixo e fosse acabar em Florianópolis, na quarta-feira.

Para a secretária, a instalação de um SVO deve ser uma iniciativa das várias prefeituras da região. “Sabemos da necessidade desse tipo de serviço em Itajaí, mas ele precisa ser regionalizado”, afirma. A pedido do vereador Renato Ribas (DEM), a câmara municipal já deu uma prensa nos representantes da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri).

O órgão responsável pela regulamentação e fiscalização dos serviços de verificação de óbito é o Instituto de Anatomia Patológica (IAP), que fica em Floripa. Luiz Carlos Martins, chefe do setor de SVO do órgão, diz que não há a obrigação dos municípios terem o serviço, mas é recomendado que cada microregião do estado possua o seu.

A professora Gisele morreu quarta-feira ao chegar no pronto socorro do hospital Marieta. Para ter o atestado de óbito, foi necessário que o corpo fosse levado à Forianópis para passar por um exame que apontasse a causa da morte. Na capital, chegaram a ameaçar a não fazer o exame. A família teria mexido os pauzinhos com um político pra conseguir o laudo e liberar o corpo.

Secretária diz que não deixou a família na mão

Dalva Rhenius jurou de pezinhos juntos que não deixou a família da professora na mão. A secretária alega que a ambulância pedida para levar o corpo pra fazer o exame em Floripa foi negada porque não se sabia de que tipo de doença Gisele morreu. “Mas acionamos imediatamente a prefeitura, que pagou as despesas de um carro funerário para fazer o transporte”, sisplicou.

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