• Postado por Tiago

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Ana herdou um ponto privilegiado e um cadastro com 60 mil clientes

Ana Roseli Ferrari está com dois sentimentos contraditórios no coração. Um é de tristeza pelo fechamento da loja em que trabalhou durante 30 anos. Foi seu primeiro e único emprego. O outro é de alegria e esperança. Graças ao fim da Giorama, virou dona do próprio negócio. Neste sábado completa 10 dias em que Ana comprou a loja de roupas íntimas da Giorama.

O que era um departamento de lingeries agora virou loja. Ana começou a trabalhar aos 21 anos como empacotadeira. Logo virou vendedora. ?E foi por minha insistência. Queria muito ir pras vendas?, lembra. Deu tão certo, que há 15 anos foi promovida a gerente da loja e responsável pelas compras da empresa. Beto Graf faz questão de dizer que Ana foi uma de suas funcionárias de maior confiança.

A funcionária nunca escondeu dos patrões seu desejo. ?Ele [Beto Graf] sabia da minha vontade de um dia ter o meu negócio?, diz a agora empresária. Foi por isso que, ao anunciarem o fechamento da Giorama, os irmãos Beto e Felipe fizeram a proposta para Ana: transformar o departamento de lingerie em loja.

Do dia pra noite, Ana passou de funcionária exemplar a dona do próprio negócio. Além do ponto privilegiado, herdou também todo o cadastro de clientes da Giorama, como mais de 60 mil nomes.

O que dizem os figurões da cidade

?O nosso sentimento é de tristeza. A Giorama é um marco para a Hercílio Luz, para Itajaí e para a região. Mas as coisas estavam inviáveis, os prejuízos enormes e isso já vinha se arrastando por algum tempo. Mas é a estrutura. Quando você mantém uma empresa pequena, em cima de uma crise você consegue controlar. Mas uma empresa grande, como a Giorama, fica complicado? ? José Dada, presidente da câmara de Dirigentes Lojistas de Itajaí (CDL)

?É um pena do ponto de vista histórico e dos empregos. Mas como é um prédio valorizado, provavelmente vai vir um outro comércio e vai gerar mais empregos. A empresa não tá falindo. Tá fechando. Como tá numa localização muito boa, as coisas vão se resolver. É diferente quando uma empresa quebra e não consegue a reposição dos empregos. Estão fechando por questões de família, também? ? Paulinho Ladwig, presidente do sindicato dos Empregados do Comércio de Itajaí e Região

?É triste de ver um estabelecimento comercial tão tradiconal, que tanto contribuiu com a economia do município, fechar as suas portas. Gostaríamos de que a Giorama permanecesse, até porque está localizada num ponto muito estratégico da cidade. Mas tenho certeza que tanto o Beto quanto o Felipe vão desenvolver outra atividade que ocupe aquele local? ? Jandir Bellini, prefeito de Itajaí

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