• Postado por Tiago

A defesa civil da Palhoça interditou, na tarde de ontem, um prédio com risco de desabamento no centro da cidade. Vinte e três pessoas tiveram que buscar abrigo na casa de parentes e vizinhos e não têm expectativa de quando voltarão pra casa.

Depois de ouvir um estrondo por volta das 16h de domingo, o morador do apartamento 208 do bloco B do edifício Vila Madeira viu que o piso da cozinha tava todo estuporado. No andar de baixo – apê 108 – as paredes racharam. Nos corredores e nas escadas, as paredes também ficaram mais pra lá do que pra cá.

Os moradores chamaram os vermelhinhos, que mandaram todo mundo sair devagarinho. Às 10h de ontem, foi a vez da defesa civil da Palhoça ir dar uma assuntada no perrengue. E pra provar que não tinha ninguém mentindo, na hora que faziam a checagem o chão deu uma sambada e outras paredes começaram a rachar. Eles não pensaram duas vezes e passaram o lacre na porta de entrada do condomínio, que fica na rua Jacob Weingartner.

Ninguém entra. “O papel da defesa civil é esse, ser responsável pela vida dessas pessoas. Até que a gente não tenha um laudo seguro, os moradores não poderão voltar pra casa”, afirma o coordenador do órgão, Nelson Paiva Jr. Enquanto isso, a defesa sugeriu que as 23 famílias se acomodem na casa de parentes e vizinhos.

O condomínio de nove blocos e 207 apartamentos foi construído há nove anos com financiamento da Caixa Econômica Federal. A defesa civil diz que o banco agora é responsável por tomar as devidas precauções.

Na tarde de ontem, os engenheiros da Caixa também estiveram por lá pra dar um bizu, mas não quiseram falar com a imprensa. O laudo oficial sairá só na tarde de hoje. “De acordo com a opinião desses engenheiros, a defesa civil vai liberar ou não os apês para os moradores”, afirma Nelsinho.

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