• Postado por Tiago

abre-11-pedras-jardim-denise

Pedrona pesa cerca de 20 toneladas e pode rolar a qualquer momento

A defesa civil de Balneário Camboriú interditou ontem à noite seis casas do Jardim Denise que tão perigando desde que uma baita pedrona se soltou do morro, na segunda-feira. Hoje, os cerca de 20 moradores serão retirados das baias até que a prefa detone a rocha, o que deve levar uma semana.

O pedregulho, que pesa cerca de 20 toneladas e tá a mais de 60 metros de altura, num local de difícil acesso, já tava deixando o povão cabreiro desde a chuvarada de novembro do ano passado. Nos últimos tempos, a cada aguaceiro que São Pedro manda aumenta a erosão embaixo da rocha. A situação ficou feiosa depois dos pingos que caíram na segunda-feira à noite, quando a pedrona deu uma mexida perigosa.

Ontem de manhã o engenheiro Álvaro Zain, da prefa, foi chamado pra avaliar o risco do pedregulho se soltar. O abobrão se apavorou com o que viu e pediu que seis baias fossem interditadas antes que rolasse uma tragédia.

Em reunião no final da tarde, o pessoal da defesa civil, bem-estar social, secretaria de obras e representantes dos bombeiros, ficou decidido como lidar com o problema: as famílias terão que sair da área de risco enquanto a pedra é detonada, pra não expor ninguém ao perigo.

O abobrão responsável pelo planejamento da secretaria de segurança, Maurício Chedid dos Santos, disse que será pedida autorização pro exército pra poder estourar a pedrona. Ele calcula que os milicos respondam o pedincho em no máximo dois dias. Os fiscais da secretaria do meio ambiente (Semam) também vão ter que bizolhar o local e canetear uma licença pra mandar a bruta pelos ares.

Mesmo assim, ele calcula que o trampo estará pronto em uma semana. ?É uma medida de emergência?, explicou. A pressa é porque os meteorologistas tão prevendo chuvas pra região pelos próximos dias, o que poderia causar uma desgraceira caso a pedra continue dependurada. O pessoal da defesa civil vai bolar um papéli, com análise de um geólogo, pra justificar a urgência do serviço.

Maurício comentou que num plá inicial, a maior parte das famílias disse que tem lugar pra ficar enquanto a detonação não termina e a área não fica segura. Moradores de apenas uma baia não têm pra onde ir. Ele informou que a prefa vai improvisar um abrigo pra recebê-los.

  •  

Deixe uma Resposta