• Postado por Tiago

O esquema da venda de carteiras de motorista em Palhoça, desvendado pela polícia Civil na semana passada, ainda promete render pano pra manga. Dois tiras da city foram guentados porque tavam metidos no rolo. Eles foram dedurados por outros membros da quadrilha, que caíram em cana na semana passada. A confusão também respingou pro lado do delegado regional Wilter Rodrigues, que ganhou um na bunda esta semana por ter feito vistas grossas pra falcatrua.

A operação começou no dia 19 de novembro, depois de seis meses de bizolhadas. Os tiras descobriram que Palhoça era território livre pra quem queria tirar a carteira de motora sem ter nenhum trabalho. Os interessados procuravam o Ciretran da city, que encaminhava papélis frios pro Detran, como se os candidatos tivessem passado por todas as provas necessárias. O esquema custava entre dois e três mil reales.

A maior procura era de moradores da Grande Floripa e de todo o Rio Grande do Sul. “Ainda não sabemos como essas pessoas eram atraídas até Palhoça”, diz o delegado André Luís Mendes da Silveira, chefão da academia da Polícia Civil catarina, responsável pelo caso.

Na semana passada foram grampeadas 22 pessoas por envolvimento com a sacanagem, na Santa & Bela e em terras gaúchas. Durante os depoimentos, o pessoal dedurou dois policiais de Palhoça, que trampavam na emissão de carteiras. Os caras, que não tiveram seus nomes divulgados, foram mandados pra trás das grades.

No momento a puliçadatrampando com a análise dos documentos guentados com a quadrilha. Dotô André disse que, depois de ouvidas, algumas pessoas já foram liberadas. Mas outras deverão amargar a jaula por um bom tempo. “Algumas terão a prisão preventiva decretada”, avisou o delegado, que não quis adiantar quantos nem quais serão os premiados.

A polícia tem provas de que o esquema tava funcionando desde o mês de janeiro. Mas tem indícios de que outras falcatruas já estivessem rolando há mais tempo. Por conta disso, o delegado regional Wilter Rodrigues foi afastado esta semana. “Nada indica o envolvimento dele na emissão das carteiras, mas ele era responsável pelo gerenciamento da delegacia. No mínimo, faltou cuidado”, carcou o delegado-chefe da puliça Civil, dotô Maurício Eskudlark.

Por enquanto, a depê Regional de Palhoça vai ficar nas mãos do dotô Nivaldo Claudino Rodrigues, que é o mandachuva dos homisdalei na Grande Floripa. “Depois vamos estudar uma alternativa. Acredito que o novo delegado seja nomeado em até 30 dias”, avisou Eskudlark. Até lá, o inquérito sobre o caso já vai estar pronto e nas mãos da dona justa.

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