• Postado por Tiago

Peritos do Instituto Médico Legal (IML) de Itajaí e funcionários do cartório onde foi registrada a morte forjada do filho de Célia Regina Augusto, 32 anos, vão ser chamados pra ter um plá com o delegado Carlos Dirceu, de Itapema. Ele investiga a morte de Célia, assassinada a tiros na noite de sexta-feira, depois de ter se envolvido no golpe do seguro DPVat. Dois filhos da muié, um de 12 anos e uma nenezinha de um aninho, também foram baleados, mas passam bem.

A treta teria rolado porque Célia, procurada pelo golpista Edemar Francisco de Oliveira, 43, o Xirú, concordou em forjar a morte de um dos seus quatro filhos, J.W.A.S., de sete aninhos. Ela declarou que o anjinho tinha passado dessa pra uma melhor num acidente de carro, pra poder embolsar a grana do seguro DPVat, pago pra quem é vítima de porradaços.

A mãe zoiuda conseguiu um boletim de ocorrência e laudo cadavérico comprovando a morte fajuta, e com isso deu entrada no pedincho de seguro. A quadrilha de Xirú ficaria com parte da grana e ela com o restante.

Mas na hora de repartir os lucros, o salafrário teria dado a ela uma quantia menor que o combinado. Puta da cara, Célia teria ameaçado dedurar o esquema pra polícia e por isso teria sido assassinada.

O matador, reconhecido pelo filho mais velho da muié como Roberto Deolindo Teixeira, 27, o Paraná, invadiu a casa da família, na sexta-feira, e descarregou um berro pra cima de Célia e das duas crianças. A mãe levou quatro balaços na barriga e não resistiu. A bebezinha que ela segurava no colo foi ferida na perninha e na barriga, e o menino foi acertado no pé.

Na segunda-feira, dotô Carlos Dirceu grampeou Paraná e o Xirú. Os dois são os principais suspeitos pelo crime e tão em prisão preventiva, aquela que não tem data pra terminar. Como parece ter mais gente envolvida no golpe, as investigações continuam e não tão descartadas novas enjauladas pelos próximos dias.

O delegado também pediu que o pessoal responsável pelo DPVat envie cópias de todos os papélis encaminhados por Célia pra dar entrada no seguro, pra saber se são originais ou não. Ele vai ouvir peritos e médicos do IML peixeiro, de onde teria saído o laudo da morte da criança, e funcionários do cartório onde teria sido feito o atestado de óbito. A história promete dar pano pra manga.

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