• Postado por Tiago

As coisas não estão mais tão amenas dentro da tríplice aliança como pareciam estar, mas mesmo assim, os partidos da base governista seguem apoiando o vice-governado Leonel Pavan (PSDB), denúnciado por corrupção pelo Ministério Público. Nem Democratas, nem PMDB lançaram nota oficial de apoio ao tucano, mas sempre que um bagrão de qualquer dos dois partidos é perguntado sobre a treta, corre para defender Pavan.

O deputado federal Paulo Bornhausen (DEM) deseja que o tucano faça a sua defesa da forma mais eficiente possível, e que consiga provar sua inocência. “Este caso tem que se encerrar da melhor forma possível, porque ele é muito ruim para Santa Catarina. Ninguém ganha com isso”, disse o engomadinho.

Já o também deputado João Mattos (PMDB) acredita que muita gente vem fazendo julgamentos precipitados em relação ao vice-governador, e que nem sempre as evidências de um crime acabam condenando o acusado. “Quanta gente já morreu na cadeira elétrica, e depois isso revelou-se uma baita injustiça? Por isso, nós não condenamos ninguém, Pavan foi apenas denunciado, e terá direito de se defender”, falou o emedebista.

Fogo amigo?

Quanto a suposição de alguns peessedebistas, de que as denúncias teriam partido de dentro do próprio governo, ou seja, de políticos do DEM ou do PMDB, os dois deputados fizeram biquinho, e disseram que a história não tem nada a ver. Para Bornhausen, não há o envolvimento de ninguém dasua sigla nas denúncias, e que o único envolvido mais próximo, o secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni (DEM), foi absolutamente técnico, e mostrou ser um bom servidor público. “Não houve nenhum envolvimento voluntário do Democratas em relação ao tema”, lascou.

Mattos foi mais além, e acha que quem pensa em ‘fogo amigo’ está doido de pedra. “Não vamos fantasiar. A PF não se deixa envolver desta forma, e querer acreditar nisto é chamar a PF e o MP de ingênuos. Além do mais, entre parceiros, como na Tríplice, não pode haver jogo sujo, isso eu condeno”, finalizou.

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