• Postado por Tiago

A eleição do empresário multimilionário Sebastián Piñera pra suceder a presidente chilena Michelle Bachelet, encerrando o ciclo de 20 anos de poder de uma coligação de centro-esquerda no país, demonstra pros parlamentares de oposição no Brasil e até mesmo para a base do governo Lula que a boa avaliação de um presidente é insuficiente para eleger seus amiguinhos.

Pelo menos esta é a opinião de lideranças da oposição. “O povo vota em circunstâncias e pela sua própria deliberação e não em quem se manda votar”, afirmou o líder do DEM no senado, José Agripino Maia (RN). Ele acrescentou que, ao verificar o que ocorreu nas eleições do ano passado, esse processo pode se repetir no Brasil, onde o presidente barbudinho tenta fazer da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua sucessora.

A líder do governo no congresso, Ideli Salvatti (PT/SC), porém, considera prematura qualquer comparação das eleições presidenciais brasileiras com as circunstâncias que elegeram o direitista no Chile. “Estou vendo muita gente comemorando, mas o Chile é o Chile e o Brasil é o Brasil. Não dá para fazer esse translado”, lascou.

A vermelhinha destacou que algumas circunstâncias contribuíram para a derrota do candidato de centro-esquerda, Eduardo Frei. Entre elas, a divisão no campo governista e um eleitorado extremamente polarizado. Outro fator, disse Ideli, foi a renovação do eleitorado, que supostamente não conhecia bem Frei. “Por melhor que seja o governo, a novidade sempre atrai”, analisou a senadora.

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