• Postado por Tiago

O leitor tá tão indignado que prometeu procurar a Procon

Por pouco o vendedor Dairton Solano Mondini, 33 anos, não passou o dia de ontem na maior dureza. O cara foi até a agência do Banco do Brasil de Navegantes pra sacar a grana repassada pelo governo estadual, pra ajudar o povão dengo-dengo prejudicado com a enchente de novembro passado. O morador chegou antes do almoço e mesmo assim deu com a cara na porta. ?Falaram que só 250 pessoas poderiam receber o benefício e que era pra eu voltar no dia seguinte. Não entendi o motivo, se o dinheiro já tava disponível?, questiona.

Dairton ficou tão indignado que foi tirar a história a limpo e fugir da dureza. O dengo-dengo atravessou o ferri-bote e foi até a agência do Besc, que agora também é Banco do Brasil, na frente do hospital Marieta Konder Bornhausen. Lá, o vendedor não enfrentou estresse e saiu com os R$ 415 no bolso. ?Acho que foi uma desculpa do banco de Navegantes pra usar o nosso dinheiro?, lascou.

O vendedor, que mora no bairro Volta Grande, achou um absurdo ter que sair de casa, percorrer mais de oito quilômetros pra chegar no banco e levar um pé na bunda. Dairton garantiu que vai procurar a Procon de Navega pra lutar pelos seus direitos.

É a demanda

A gerência do Banco do Brasil de Navega tava ocupada ontem pra atender o DIARINHO, mas um funcionário, que não quis se identificar por não ser autorizado a dar entrevista, explicou que o atendimento é limitado na agência dengo-dengo, por isso só rolam 250 senhas por dia.

O procurador chefe da Procon, Pedro José da Silva, disse que não há nada de errado na ação do banco. ?As agências podem definir o número de atendimentos conforme a sua capacidade?, garantiu o bagrão.

Pedro falou ainda que só haveria problema se o atendimento no caixa eletrônico fosse limitado e orientou Dairton procurar a Procon pra tirar as suas dúvidas.

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