• Postado por Tiago

A advogada navegantina E.R., de 35 anos, demorou horrores pra conseguir registrar um boletim de ocorrência na cidade dengo-dengo. Ela foi na quarta-feira na delegacia do centro, mas somente conseguiu registrar um boletim de ocorrência (BO) no dia seguinte, quase 12 horas depois da primeira tentativa. Para ela, o sistema que eles usam para escrever as ocorrências deveria ser mais agilizado. “É um serviço pra comunidade”, comenta.

E. apareceu quarta-feira na delegacia quando já passava das 21h. Como o serviço começa às 8h e vai somente até às 18h, ela teve que voltar na quinta.

No dia seguinte, já cedinho, E. foi atendida. A moradora de Navega disse que foi muito bem recepcionada por um funcionário e não tem reclamação quanto a isso. O que a deixou fula da vida foi ouvir de uma funcionária da delega que que o sistema que armazena as queixas tá bichado. A funcionária teria revelado que volta e meia o tal sistema do cumputador vai pro beleléu e deixa todo mundo na mão, até mesmo quem trampa na delegacia.

Para acabar com o problema, E. sugere que, quando isso acontecer, a pessoa responsável por registrar os boletins de ocorrência anote todas as informações num documento do programa Word, pra depois passar pro sistema furado.

Numa outra tentativa, a dengo-dengo também recorreu à internet pra fazer a queixa. Ela tentou fazer o boletim por meio do saite da polícia civil estadual, que aceita queixa de ameaça, perda de documento e objeto, mas diz que também tava podrão. Ou seja, os dois recursos que E. tinha como um direito tavam de mal a pior.

Sistema é assim mesmo

Eduardo Artner, auxiliar administrativo da delegacia de Navega, é um dos funcionários que registra os BOs. Ele confirmou o problema com o sistema e disse que na terça, quarta e quinta-feira o bicho pegou na delegacia, de tanta gente esperando pra registrar as denúncias. Eduardo também falou que o sistema, que é fornecido e usado em todo o estado, foi trocado várias vezes, mas não adiantou nada. “Quando passa de 600 usuários on-line começa a travar”, contou.

Sobre a sugestão de E., o auxiliar esclareceu que não tem como ser feito porque o denunciante precisa assinar o documento que é impresso no saite do estado após relatar a queixa. “A pessoa pode pedir pra vir depois, mas tem muita gente que não vem”, concluiu.

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