• Postado por Tiago

O toque de acolher pra menores de idade em Camboriú tem dado o que falar. Um morador da city acredita que os milicos tão fazendo corpo mole pra tirar a piazada da rua depois das 23h. Ele afirma que na noite de domingo uma baratinha da PM não teria dado a mínima pra um bando de moleques que bebia uma cervejinha no bairro Taboleiro.

O programador J.A.Z., 30 anos, conta que passou numa lanchonete da rua Guaraparim pra comprar a janta. Como passava das 23h30, ficou de cara ao ver um bando de dimenores sentado lá, tomando uma loirinha gelada. Pra piorar, afirma que uma baratinha dos meganhas passou pela avenida e sequer parou pra dar uma geral nos rapazes. “A gente sabe quem são. A gente vê que são aqueles metidinhos com porcaria e a polícia olhou e não fez nada”, debulhou.

Pra não arrumar confusão pro seu lado, o homem conta que preferiu ficar de bico calado, mas ficou indignado com a liberdade dada aos moleques. “No começo (o toque de acolher) estava funcionando muito bem, mas agora parece que não está mais”, lascou.

Por outro lado, o capitão dos fardados de Camboriú, capitão Alfredo Von Knoblauch, garante que os milicos tão fazendo o trabalho direitinho. Afirma que sempre que são solicitados acompanham a galera do conselho tutelar. Além disso, também dão grampos por conta, quando saem pelaí em rondas.

O capitão explica que naquele momento, a baratinha que passou pela rua Guaraparim foi acionada pra atender tretas no interior do bairro. Naquela hora, os meganhas registraram ocorrências de perturbação e furto. “Entre esta ocorrência e outra de maior gravidade, temos que dar prioridade às ocorrências de ordem policial”, explica.

Feliz da vida

Quem não tem o quer reclamar da polícia é o conselheiro tutelar Adriano Gervásio. Ele confirma que os meganhas têm dado o ar da graça sempre que são acionados, pra dar uma força ao toque de acolher. Afirma que domingo à noite os milicos ajudaram até a levar cinco dimenores pra casa. As abordagens rolaram nos bairros Monte Alegre, Taboleiro e Conde Vila Verde. “Quando a gente passou com a operação, não foi verificado nenhum adolescente na Guaraparim”, acrescenta.

O toque de acolher começou há 18 dias e já grampeou 25 adolescentes que tavam batendo perna depois das 23h em Camboriú. No total, foram seis operações realizadas. Entre os casos, um dimenor foi abordado carregando um trabuco e foi parar na delegacia. Os outros foram entregues aos pais.

Adriano conta que rolaram três casos de reincidência, de três gurias que foram pegas duas vezes tarde da noite na rua. Os pais das meninas levaram um puxão de orelha e agora terão que bater um papo com a dona justa.

  •  

Uma Resposta to “Denúncia de corpo mole da PM no toque de acolher de Camboriú”

  1. emasa Diz:

    se tinha menores bebendo num bar, a policia não deveria lacrar o estabelecimento??

Deixe uma Resposta