• Postado por Tiago

Para cada deputado, foi fincada na grama do congresso uma estaca com foto e tocha

A praça em frente ao congresso nacional amanheceu ontem com 513 estacas cravadas na grama. Cada uma delas trazia uma tocha e a foto de um deputado federal. ?Parecia até um cemitério?, disse ao DIARINHO Antônio Santo Graffi, diretor da Confederação Brasileira dos Aposentados (Cobap). Ele integrou a manifestação de aposentados de todo o Brasil que foram à capital federal assistir à votação do projeto de lei que reajusta as pensões ao salário mínimo. A votação não aconteceu e a manifestação, que era para pedir apoio aos congressistas, virou protesto que varou a madrugada fria de Brasília.

Uburici Fernandes, presidente da Federação dos Aposentados de Santa Catarina, estava lá, juntamente com outros quatro velhinhos da diretoria da entidade. Ele integrou a comissão que, ao final da noite de terça-feira, foi peitar o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), e exigir a votação do projeto que vai beneficiar diretamente oito milhões de aposentados em todo o país que recebem mais de um salário mínimo.

Michel Temer teria garantido que, se as lideranças não entrarem em acordo para que a votação aconteça até o dia 30 de junho, ele, como presidente da casa, vai dar uma de macho e botar o projeto em pauta na sessão do dia 1º de julho. ?Tenho muita esperança que dessa vez os deputados vão pensar com os aposentados?, acredita Uburici.

Os deputados federais têm dois projetos para votar que interessam diretamente aos aposentados. Os dois são de autoria do gaúcho Paulo Paim (PT). Um deles determina que a aposentadoria seja reajustada com o mesmo índice do salário mínimo. O outro recompõe em cinco anos as perdas dos aposentados que recebiam mais que o mínimo e tiveram o valor das suas pensões achatado. As perdas, informa Santo Graffi, da Copab, chegam a 67%, em alguns casos.

O diretor da confederação dos aposentados garante que os velhinhos voltam à Brasília entre os dias 30 de junho e 1º de julho. Na madrugada de ontem, 300 aposentados resistiram em frente ao congresso nacional. ?Mas teve horas, na terça-feira, que chegou a ter mais de mil aposentados lá?, computa Santo Graffi.

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