• Postado por Tiago

INTERNA-9-ABRE--g---comissão

Otoridades locais e estaduais marcaram presença no blablablá

Os deputados Paulinho Bornhausen (DEM) e João Mattos (PMDB) querem aproveitar a visita do Lula a Itajaí hoje pro lançamento do ministério da pesca, pra reclamar os R$ 750 milhões que faltam dos R$ 1,039 bi prometidos em novembro. Eles apresentaram, ontem à tarde, no auditório do porto de Itajaí, um relatório mostrando quando e quanto dindim foi mandado pelo governo federal pra reconstruir as cidades afetadas pela enchente de novembro. ?O grosso do dinheiro mesmo só veio no começo deste mês, quase sete meses após a tragédia. E é preciso que seja liberado, pelo menos, mais meio bilhão para as obras de prevenção?, tascou o filho do seu Jorge.

Paulinho Bornhausen se refere a R$ 203.844.089,93 pagos ao estado entre os dias cinco e 23 de junho deste mês através do ministério da integração. A bufunfa é referente à medida provisória 448/08, baixada pelo presidente Lula em dezembro passado, no valor de R$ 360 milhões. O último repasse tinha sido de R$ 36 milhões no dia 29 de abril, e ainda faltam, pra fechar a conta da MP, outros R$ 120 milhões.

Para o porto, foram destinados mais R$ 350 milhões, e a comissão acredita que pode rolar um troquinho de R$ 50 milhões, que pode ser aproveitado em outras obras. ?Queremos assegurar que os recursos empenhados fiquem por aqui, por isso o corpo técnico da Amfri já está fazendo projetos para apresentar em Brasília?, afirmou Paulinho.

Os prefeitos de Porto Belo, Albert Stadler ?Curru?, e Evandro dos Navegantes, de Penha, aproveitaram a oportunidade para pedir dindim para os municípios, pois foram os únicos, além de Bombinhas, que ainda não viram a cor do dinheiro federal. ?Estamos solicitando que metade dos próximos R$ 85 milhões a serem liberados seja dividida entre os municípios que não receberam?, chorou Curru. Ele se refere aos R$ 85 milhões que a bancada catarinense conseguiu carimbar em Brasília, antes das enchentes.

A comissão externa de acompanhamento da tragédia em Santa Catarina foi criada em 26 de novembro do ano passado, um dia antes do Lula sobrevoar as cidades atingidas e afirmar que o dinheiro seria liberado logo em seguida. O dinheiro deveria ser usado para que o estado voltasse à normalidade, ou seja, para recuperar casas, escolas, hospitais, postos de saúde, etc.

Novela da draga

O superintendente do porto, Antonio Ayres, foi o último a falar na reunião, mas deu a informação que todos tavam esperando: finalmente, o berço de atracação bancado pelo Teconvi, vai receber o primeiro navio hoje. Com isso, são dois os berços disponíveis para navios de até 250m, o que deve dobrar a movimentação de contêineres e aliviar a barra dos estivadores e caminhoneiros, que também marcaram presença na apresentação do relatório.

Mas com relação à draga, as notícias não são nada animadoras. Como não havia dragas disponíveis no mercado, o porto acabou contratando a Copacabana da companhia Bandeirante, que é brasileira. Ela tava em manutenção no Rio de Janeiro e depois de dois dias trampando esta semana, já tá de novo na oficina. O trabalho dela é dragar os 300 mil m³ restantes do trampo deixado pela metade pelo consórcio da draga Brasil.

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