• Postado por Tiago

Mais da metade da calçada foi comida pelo deque

Tem morador de Balneário Camboriú que está incomodado com os deques de bares que a prefeitura tá deixando colocar nas calçadas da city. A dona de casa I.S.P., 60 anos, procurou o DIARINHO pra reclamar do tablado de madeira da sorveteria Paviloche, que fica na avenida Atlântica. Dona I. é o segundo leitor a reclamar da instalação dos deques nos passeios.

A dona de casa caminha todos os dias pela orla da praia, por isso sabe bem do risco que é desviar pra não topar com a canela no deque da sorveteria. Pra ela, o tablado de lá ocupa muito espaço e atrapalha a caminhada. ?Só tem privilégio quem vai lá. Quem caminha tem que passar na chuva ou em cima do deque?, reclama.

Uma solução seria dona I. atravessar a movimentada avenida Atlântica e andar no calçadão da praia, mas diz que o passeio por lá fica atulhado de gente e por isso prefere a calçada do outro lado da avenida. ?Não sei o que essa prefeitura está fazendo que não está vistoriando?, lascou.

O DIARINHO fez contato com o pessoal da sorveteria. Ninguém quis falar. O dono, que um funcionário disse se chamar Fritz Müller, seria o único que poderia falar sobre o assunto. O empresário estaria viajando.

Na edição de quinta-feira, o DIARINHO publicou uma reclamação parecida do economista José Luis Tridapalli, 59. Ele metia o pau nos tablados colocados para os bares do Atlântico Shopping, na rua 701. Pro denunciante, as madeirinhas ocupam espaço dos pedestres e a situação piora por conta de um poste e de uma lixeira que têm no local.

Ney Clivatti, secretário de Planejamento da prefa, explicou que os deques são uma forma de acabar com a bagunça de mesas e cadeiras espalhadas pelas calçadas. Representantes de comerciantes, de trabalhadores e de deficientes físicos teriam participado do acordo feito com o Ministério Público Estadual. Ney disse ainda que a prefeitura vai garantir que os tablados não atrapalhem a mobilidade nas calçadas.

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