• Postado por Tiago

O deque, a lixeira e o poste forçam o povão a andar pela estrada

Quem tenta passar pela calçada da rua 701, ao lado do Atlântico Shopping de Balneário Camboriú, tem que rebolar pra não topar com uma lixeira ou com o poste. A pendenga rola porque estão sendo colocados deques em frente às chopperias do centro comercial e a construção ocupa mais da metade do espaço que era pra ser destinado aos pedestres.

A denúncia é do economista José Luis Tridapalli, 59 anos. Ele tentou fazer o mesmo caminho que faz há 30 anos pra chegar à praia, mas teve que mudar de rota pra escapar dos obstáculos. Pra piorar, com a obra na calçada do shopping, o povão ficou só com uns centímetros de espaço pra poder passar por ali. ?É uma vergonha. não tem como passar com carrinho de neném ou com guarda-sol pra ir pra praia?, reclama.

Sérgio Cardoso, administrador do Atlântico Shopping, garante que o empecilho vai diminuir nos próximos dias. Pelas contas dele, a construção deverá terminar dia 4 de dezembro, mas o tablado deverá ficar no local por um bom tempo.

Ele diz que tem licença para a instalação do deque, que está sendo contruído dentro das normas da prefeitura.

Acabar com a bagunça

Ney Clivatti, secretário de Planejamento da prefa de Balneário Camboriú, informa que a instalação dos deques foi liberada em várias regiões da cidade. A intenção, diz ele, é acabar com a bagunça de mesas e cadeiras sobre as calçadas. ?Estamos disciplinando a ocupação dos passeios, através dos deques, para garantir acessibilidade e mobilidade dos pedestres?, argumenta.

Um acordo teria rolado sob os olhares sisudos do Ministério Público entre a prefeitura, a associação dos Familiares e Amigos dos Deficientes Físicos (Afadefi) e os sindicatos dos trabalhadores e dos empresários do ramo de bares e restaurantes.

O secretário desconhecia o caso da rua 701, em que um poste e uma lixeira atrapalham a passagem dos pedestres. ?Mas vamos mandar a fiscalização verificar. Se preciso for, vamos mandar mudar o deque?, prometeu, completando: ?Não vamos abrir mão da mobilidade e da acessibilidade nas calçadas?.

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