• Postado por Tiago

Abobrão do Planejamento promete mandar fiscal conferir a denúncia

O vendedor Antônio Carlos Rocha Ribeiro, 45 anos, tá cabreiro com a colocação de deques nos restaurantes da avenida Atlântica, em Balneário Camboriú. Ele diz que, em pelo menos um deles, o acesso ficou impossível pra quem depende de cadeira de rodas. ?Depois que os cadeirantes conseguiram uma rampinha boa pra subir, agora têm que desviar do deque?, lasca.

O trambolho que preocupa o vendedor foi instalado em frente a um restaurante japonês, na esquina da rua 2900 com a avenida Atlântica, e ficou muito perto da rampa de acessibilidade. ?Agora os cadeirantes têm que fazer manobra pra esquerda e pra direita, pra depois continuar a andar pela calçada?, diz.

Antonio até acha que as passarelas de madeira melhoraram o aspecto das calçadas da avenida, mas não concorda com os trecos invadindo o espaço dos pedestres. ?Acho que fica um pouco mais organizado, mas é um abuso o avanço nas calçadas?, reclama.

Projeto foi aprovado

Gustavo Carlos Pavan, dono do restaurante, garante que tá tudo certo com o deque. ?O nosso projeto foi aprovado pela prefeitura?, afirma. Ele comenta que conseguiu autorização pra mexer na rampinha, sem alterar a inclinação. ?Na época que recapearam a rua deixaram uma valeta entre o calçamento e a rampa. Minha mãe é cadeirante, e não conseguia passar. Agora conseguimos melhorar isso?, conta.

Nei Clivatti, secretário de Planejamento da prefeitura, disse que a denúncia do leitor será verificada. ?Temos dois fiscais na rua só pra isso. O que foi acordado com os comerciantes e a Afadedi tem que estar sendo cumprido. Senão mandamos refazer?, lascou. A Afadefi é a associação de Apoio às Famílias de Deficientes Físicos.

O mandachuva do Planejamento explicou que, quando tem alguma irregularidade comprovada e o comerciante se nega a fazer a mudança, rola um canetaço. ?Tá sujeito à multa, de acordo com o nosso código de normas, e não vai poder renovar o alvará?, garante.

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