• Postado por Tiago

Os deques novinhos em folha, que foram instalados na avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, poderão ter que passar por uma reforma. Depois de a prefa ter liberado a instalação das passarelas pros comerciantes é que o ex-secretário de Planejamento, vereador Claudir Maciel (PPS), mandou um projeto pra casa do povo que prevê o aumento na ocupação das calçadas. Se os edis fizerem beicinho pra proposta, os deques terão que perder um bom pedaço.

A instalação das passarelas tá rolando desde o mês passado, depois que a prefa ganhou um puxão de orelha do Ministério Público por conta dos folgados que colocavam mesas e cadeiras no passeio e atrapalhavam a passagem do povão. Os abobrões reuniram-se com representantes do comércio e dos hotéis da city pra acabar com o oba-oba e ficou combinado que seriam implantados os deques.

Com a novidade, os donos de botecos tiveram seus espaços pra mesas e cadeias bem delimitado, pra evitar abusos. A autorização foi pra ocupar até a metade da calçada. O problema é que uma lei de 1974 permite apenas o uso de até um terço do passeio na Atlântica.

Só depois que os deques já tavam instalados é que a modificação da lei pintou na casa do povo, pelas mãos do vereador Claudir, que é líder do governo. No projeto diz que o passeio pode ser ocupado até 50%, desde que construídos os deques, com planta aprovada pela prefa. “Primeiro liberaram e depois mandaram pra câmara. Isso é colocar os vereadores em xeque”, lascou o vereador Dão Koeddermann (PSDB).

A proposta deveria ter ido pra primeira votação na sessão de terça-feira à noite, mas acabou engavetada por um beicinho do Dão, que é relator de umas das comissões que ficaram com a responsa de aprovar a ideia antes de mandá-la pro plenário. “Quis analisar melhor porque na Atlântica é até charmoso, mas nas ruas transversais, que têm calçadas estreitas, acho que não tem condições de colocar deques. Uma cadeira de rodas não vai ter como passar”, lascou.

Claudir acha que a desculpa do coleguinha foi furada. “É pirraça”, carcou. Ele informou que já tão previstas emendas pro projeto que vão proibir a implantação dos trambolhos em passeios estreitinhos. “Vamos definir uma largura mínima de passeio pra colocação de deques”, disse.

Questionado sobre o fato das passarelas ocuparem metade da calçada terem sido autorizadas antes do aval da câmara, Claudir diz que a ideia era agilizar o processo. “Não foi uma decisão isolada, saiu de uma conversa com representantes do comércio, do sindicato dos hoteleiros. Chega uma hora em que a cidade tem que tomar posições. Não podemos ficar sempre nesse bate-boca político”, soltou.

O vereador admite que, caso a turminha da oposição resolva fazer birra e brecar o projeto, os deques poderão ter que passar por uma reforma. “Se entenderem que não deve ser aceita a ocupação de 50%, os deques serão reajustados em 17%, pra ficar em um terço da calçada”, avisou.

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