• Postado por Tiago

Policiais militares do 7º batalhãode São José recolheram na noite de domingo uma papelada que indica que uma facção criminosa pode estar agindo na cara dura nas unidades prisionais na Santa & Bela. O documento, que parece ser o estatuto do Primeiro Comando Catarinense (PGC), foi apreendido com Diego Araújo, 28 anos. Condenado a cinco anos por tráfico de drogas, o malacabado tava foragido há 10 meses da penitenciária agrícola de Palhoça.

O sargento Gilmar Bento explicou que Diego foi preso durante uma operação da polícia. O coleguinha de Diego, João Carlos de Aquino, 24, que também não é guri de família, tava pedido pela justa e condenado a cinco anos e seis meses por assalto a mão armada.

Controle

A papelada manuscrita encontrada com Diego indica que o PGC é uma cópia do Primeiro Comando da Capital (PCC), que domina os presídios de São Paulo. A versão barriga-verde do crime teria base em São Pedro de Alcântara e seria coordenada por 20 presos. O objetivo é libertar o maior número de presos possível e, pra isso, a turma tem que bancar a facção.

Pra poder participar da organização, o preaso tem que contribuir mensalmente com 10% do faturamento da renda da família. Se não puder, quando deixar a jaula, morre com 100 reais por mês. O preso que integra o PGC tem que pagar R$ 1 mil a cada seis meses pra bancar o advogado que consegue agilizar a soltura da vadiagem.

Os integrantes do PGC que já tão em liberdade têm que cumprir com o que estabelece o “Plano R”. A qualquer momento, os presos poderão ser convocados pra resgatar outros coleguinhas que ainda tão no xilindró. De acordo com o suposto regimento, o PGC foi criado em março de 2003.

O sargento entende que o PGC é só uma forma de extorsão. “São alguns espertinhos que querem levar vantagem da família de presos”, opina.

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