• Postado por Tiago

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Não foi desta vez que o serralheiro Flávio Biassi meteu a mão no prêmio de R$ 27,7 milhões da Mega Sena, disputado na dona justa com Altamir José da Igreja. Ontem de manhã, em mais um round da disputa, o desembargador Monteiro Rocha, da 4ª Câmara de Direito Civil do TJ, votou a favor do ex-patrão de Flávio, afirmando que o prêmio deveria ir pro detentor do bilhete. O segundo desembargador, Ronaldo Moritz, pediu vistas pra se inteirar do processo e deve levar uns 15 dias pra dar o seu voto. Mesmo tempo que o terceiro desembargador, Eládio Torret Rocha, deve levar pra se manifestar.

O advogado do peão, Marlon Bertoldi, disse que o juizão do TJ desconsiderou as provas materiais, que são a cópia do bilhete premiado com o R$ 1,50 pago pelo bilhete e um documento afirmando que os números pertencem ao serralheiro porque constam em seu celular. ?Para o desembargador, as provas materiais e as testemunhas deveriam ter se dirigido a um juiz, não registrados em cartório no dia seguinte à divulgação dos números?, lamenta.

A disputa pelo prêmio, que se arrasta há quase dois anos, ganhou as páginas da imprensa nacional e colocou Joaçaba no mapa. No dia 1º de setembro de 2007, Flávio afirma que pediu ao patrão Altemir pra fazer a aposta simples com as dezenas 03, 04, 08, 30, 45 e 54, que são quase todas as que constam no celular 84030454, registrado em nome de sua mãe. Mesmo pagando a aposta, Flávio jura de pé junto que combinou com o patrão a divisão do prêmio, caso ganhasse. No dia três, quando saiu o resultado, Altemir teria sisquecido do acordo e pegou R$ 2,25 milhões da bufunfa, antes do advogado de Flávio entrar com uma ação pra bloquear a grana.

Altemir, que hoje mora em Toledo, no Paraná, entrou com uma ação no mesmo mês pra resgatar metade do prêmio, e quase que conseguiu, não fosse por um detalhe: ele não mencionou que tava representando outras quatro pessoas de sua família que teriam entrado no bolão. Ou seja, ao todo, seis pessoas dizem ser as ganhadoras dos R$ 27,7 milhões. ?Ele não avisou a CEF e agiu de má fé, por isso o juiz Edemar Gruber, de Joaçaba, rejeitou o pedido?, conta Marlon.

O advogado de Flávio acredita que a maré ainda possa virar, pois tá convicto de que o prêmio é dele por direito. ?É a mesma coisa que eu deixasse cair meu bilhete no chão e alguém o pegasse de forma ilícita. Eu não deixo de ter o direito sobre o que me pertence?, considerou.

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