• Postado por Tiago

São Pedro ajudou e o povo encheu a Beira-Rio na manhã de ontem pra acompanhar o desfile cívico em comemoração aos 187 anos da proclamação da independência do Brasil. O desfile peixeiro, no entanto, deu mais destaque pra enchente do ano passado que pro Sete de Setembro.

O bate-pernas começou por volta das 9h, com a passagem dos alunos e professores das escolas municipais. Cada pelotão representava uma das áreas da cidade atingidas pelas cheias e, volta e meia, o locutor lembrava da desgraceira do ano passado através dos auto-falantes instalados na avenida. A preocupação com a enchente foi tanta que nem rolou hino nacional e hasteamento de bandeira nem nada.

Nesse clima, a galera que trampou pra reconstrução da cidade depois da enchente foi homenageada e o DIARINHO também teve seu momento de glória entre a turma da imprensa, que ganhou um pelotão próprio no festerê.

Depois do desfile meio borocochô da alunada das escolas públicas, que terminou com um showzinho à parte da fanfarra da escola 15 de Julho, foi a vez do pessoal das escolas particulares se apresentar. O pessoal transformou a avenida numa verdadeira passarela e aí o desfile cívico foi pro saco de uma vez. Quem salvou a pátria foi a banda do Salesiano, que tava alinhada e fazendo bonito na avenida.

As comemorações seguiram com desfiles das secretarias da administração pública, fundação de esportes, de meio ambiente, as turmas de escoteiros, grupos de idosos, Lions, academias e escolinhas de esportes, ongs, CTG e tudo que é tipo de associação. As igrejas também marcaram presença.

Na finaleira, as instituições militares fizeram a sua parte. A Marinha, com direito a desfile de bote e tudo, a PM e o corpo de bombeiros com suas baratinhas foram os últimos a passar, antes do pessoal dos grupos tradicionalistas montados a cavalo, que trataram de mudar o perfume da manhã ensolarada de outono, espalhando bosta pela avenida inteira.

As otoridades ficaram empoleiradas num palanque instalado no meio da avenida e ninguém teve a boa vontade de dizer umas palavras ao povaréu que foi conferir as comemorações. O hino da Independência – aquele do “japonês tem quatro filhos” – só tocou nos auto-falantes quando todo mundo já tava indo embora, quase na hora do almoço.

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