• Postado por Tiago

“Para ser mais forte, mais rápido, mais alto é preciso ser profissional. Bater o recorde dos 100 metros rasos, como fez o jamaicano Usain Bolt, no mundial de atletismo na Alemanha, com tempo de 9s58, pode ser o limite humano para a prova mais nobre do atletismo?

Perguntas como essas passam por fisiologistas, anatomistas, médicos, cientistas e obviamente pelo profissional que tem o dever e o direito de intervir nessa possibilidade, que é o profissional de educação física.

Se a visão militarista e tecnicista do início da disciplina, mas com a visão voltada para a fisiologia e o biomecânica, a educação física adquiriu “formas” diferentes de pensar e agir. E foi mais além: hoje tem definida dentro da sociedade “funções” específicas e imprescindíveis para a qualidade de vida das pessoas. Ser profissional da educação física exige conhecimento, envolvimento e compromisso.

O século XX, nas palavras de Merleau Ponty, apontou-nos a existência de um radical sensível, no inteligível. A biologia hodierna, com as suas noções de código, informação e de regulação, como que nos empurra a um reducionismo biológico, que daria ao psicológico o estatuto reduzido de mera emanação epifenomenal das predisposições orgânicas. O que precisamente define o homem, com humano, é a sua capacidade de transcender os determinismos biológicos.

A práxis transformadora permite invocar, sem mais delongas, toda a importância da motricidade, no ser carente de órgãos superespecializados. Por isso, o homem precisa inevitavelmente da chamada educação física e da sua motricidade, mais do que um meio de luta pela vida, mais do que um esforço de adaptação da natureza às suas necessidades imediatas.

As condutas motoras, sobre maximizarem o lote genético individual, só satisfazem verdadeiramente a pessoa quando a criatividade verdadeiramente permite o nascimento do possível e abre o acesso à transcendência, pela qual o homem toma consciência que não é objeto, mas sujeito fazedor da história, de que não é reflexo mas projeto de um mundo por vir.

Comemoramos o “Dia do Profissional da Educação Física”, conforme estabelecido pela Lei 9696/98, quando temos a possibilidade de explorar os diversos segmentos de atuação que a profissão permite intervir. Hoje temos um Conselho Federal de Educação Física, um Conselho Regional de Educação Física. É fruto de trabalho, necessidade de representação e, principalmente, fruto da evolução da profissão.

Nesta perspectiva, parabenizamos a todos os profissionais da educação física, pois se hoje temos “bacharéis” ou “licenciados” é porque o mercado de trabalho nos exigiu isto e também porque a sociedade nos pede que assumamos nossas formas e funções.

Parabéns!”

Ass: Júlio César Corrêa,

profissional de educação física e
assessor FMEL de Itajaí

(Transcrito ipsis litteris)

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