• Postado por Tiago

A prefa peixeira publicou na edição mais recente do Jornal do Município, o aviso de mais 11 processos de dispensa de licitação pra contratação de empreiteiras. As empresas foram contratadas pra reforma de escolas e creches atingidas pela enchente do ano passado. O que chama mais atenção é a diferença de preço entre empresas contratadas pro mesmo serviço, que chega a 200% nos caso de creches e 250% entre os contratos das escolas.

São cinco dispensas de licitação para reconstrução de creches. Pra reformar o centro de educação infantil Mauricélia Andrade do Nascimento, no Cidade Nova, a prefa pagou pouco mais de R$ 70 mil reais por 1,6 mil metros quadrados de reforma à empreiteira Teodolito. Uma média de 42 reais por metro quadrado. No mesmo bairro, pra reforma da creche Eduardo Dadinho Canziani, a prefa desembolsou R$ 85 mil. A difrença é que nessa escola eram só 700 metros quadrados de reforma. O preço do metro quadrado, cobrado pela empreiteira Minerva, foi de mais de 121 reais. O triplo da concorrente Teodolito.

Nas escolas, a situação é a mesma. Na reforma do Melvin Jones, em Cordeiros, foram gastos 132 mil reais pra 2,3 mil metros quadrados de reforma. A empreiteira Minerva cobrou da prefa mais de R$ 55 o metro quadrado de trampo. Pra reformar o Mansueto Tres, no São Viça, a empreiteira Policons cobrou 146 reais o metro. A obra de 1,5 mil metros quadrados saiu por 219 mil reales. Uma diferença de 265% no custo do metro quadrado.

Não tem que fiscalizar

O secretário de administraçao da prefa, Marcos Antônio Emílio, diz que não é função de seus comandados checar as cotações de preços feitas pela secretaria que necessita dos trampos com dispensa de licitação. “Só formalizamos os processos”, explicou. Emílio diz que as reformas nos prédios da educação rolaram no começo do ano e que o governo do estado tinha prometido pagar estas contas, mas deu pra trás na última hora. “Em maio, o governo devolveu os processos de licitação, dizendo que não ia pagar porque não recebeu dinheiro do governo federal. Consultamos o TCE no mês passado e estamos fazendo o pagamento agora”, explicou.

Segundo o secretário, as empreiteiras trabalharam e ainda não receberam. “Tem empresa até com dificuldade de participar de licitações porque está com problema de crédito na praça”, lascou.

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